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Moçambique: Cenário de desolação na cidade da Beira

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Vista aérea à chegada ao aeroporto da Beira. Cristiana Soares/RFI

Em Moçambique, o número de mortos contabilizados, devido ao ciclone Idai, subiu para 418, anunciaram as autoridades. A actualização de números foi feita em conferência de imprensa no centro de operações de socorro, no aeroporto da cidade da Beira. À cidade da beira chegou hoje a nossa enviada especial, Cristiana Soares.


A imagem aérea é impressionante. A região está completamente alagada. Nada é verde, tudo é castanho, com água e lama. Não se vêm casas, nem árvores, está tudo destruído e alagado. E a imagem do rio Buzi é impressionante, transformou-se num rio com um caudal imenso.

À medida que nos aproximávamos da aterragem o que se via eram casa destruídas, sem telhados, empresas com contentores virados, árvores no chão. É de facto um cenário de destruição gigantesco.

O Aeroporto da Beira funciona como centro de operações. As operações de salvamento e ajuda às populações partem daqui.

Há uma grande movimentação, há também um grande número de curiosos que se encontram na varanda do aeroporto a ver os gigantes aviões e helicópteros que, por estes dias, fazem do Aeroporto da Beira a sua base.

Mas não há só curiosos no aeroporto. Há pessoas que precisam de ajuda. E vêm para esta porta de entrada da cidade pedir ajuda a quem chega.

Acrescento ainda que de acordo com as ong que aqui cruzei hoje a fome e as doenças começam agora a ser as grandes consequências deste ciclone que tirou a vida segundo os últimos dados a 417 pessoas, um número que não para de aumentar.

Ouça a Crónica de Cristiana Soares, a nossa enviada especial na cidade da Beira.

Crónica de Cristiana Soares 23/03/2019 ouvir