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Moçambique: Retoma económica aquém das expectativas

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Maputo. Imagem de arquivo. ADRIEN BARBIER / AFP

Em Moçambique, a Confederação das Associações Económicas está preocupada com a tímida retoma da economia e recomenda ao Governo a adopção de mais reformas que visem a facilitação de negócios em 2019.


Com 2018 prestes a findar, os empresários moçambicanos fazem um balanço do desempenho da economia nacional em tempos de crise financeira provocada com a descoberta das dívidas ocultas estimadas em pouco mais de dois mil milhões de dólares norte-americanos.

Agostinho Vuma, Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), admitiu que o crescimento está abaixo do esperado: "Os indicadores macroeconómicos revelam-se mais tímidos […] sendo que os resultados oficiais até Setembro de 2018 mostram que crescemos a uma taxa de 3.3%, nível baixo da meta anual que está entre 3.5 e 4%", concluiu.

Enquanto isso, o Representante do FMI (Fundo Monetário Internacional) em Moçambique, em entrevista a televisão pública nacional, abriu a possibilidade de a organização retomar o apoio financeiro ao país após as eleições gerais do próximo ano.

Ari Aisen considerou também que o processo de desinflação em Moçambique pode ser usado como modelo na região da comunidade de desenvolvimento da África Austral (SADC).

Mais pormenores com o nosso correspondente, Orfeu Lisboa.

Correspondência de Moçambique 15/12/2018 ouvir