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Banco Central de Moçambique não pode ficar refém da Bizfirst

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Banco de Moçambique Banco de Moçambique

Governador do Banco de Moçambique afirma que o acordo que pôs termo ao apagão de 6 dias nas redes multibanco é temporário e que o país não pode ficar refém de uma empresa "pequena" como a portuguesa Bizfirst.


O Banco Central de Mocambique está à procura de uma alternativa à Bizfirst que fornece o suporte tecnológico para o funcionamento das rede de caixas automáticas, terminais e cartões bancários.

Até porque, justifica Rogério Zandamela, governador do Banco Central para além de "pequena" a empresa portuguesa não oferece protecção ao sistema bancário nacional.

O governante falava esta sexta-feira (23/11) na província da Zambézia, no final do 43° Conselho Consultivo da instituição que dirige.

Apesar do levantamento do apagão verificado durante seis dias nas transações bancárias electrónicas em Moçambique na ultima semana, após entendimentos entre o sector bancário nacional e a Bizfirst, o Banco Central segundo o seu governador Rogério Zandamela está à procura de alternativas ao provedor português.

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo 24/11/2018 ouvir

"nem todos os bancos ainda estão alinhados com a solução BizFirst e uma vez encontrada [a solução] em conversações com a banca, adoptaremos essa solução, que nos dá segurança, que nos dá cobertura do nosso sistema, para que não soframos as vulnerabilidades e as precaridades que sofremos com a BizFirst, isto é uma solução temporária, disse e repito é uma empresa pequena, mas não tendo solução, ela, sendo a primeira a apresentar a solução, seria, direi irresponsável do regulador não cooperar para essa solução".

Rogério Zandamela clarificou que a reactivação do sistema interbancário em Moçambique (restabelecimento de caixas automáticas, terminais e cartões bancários) não foi da iniciativa única e exclusiva da banca comercial, contrariando assim a opinião pública.

Esta quinta feira (22/11) cinco organizações da sociedade civil exigiram a demissão de Rogério Zandamela devido ao apagão e exigem que os utentes prejudicados sejam ressarcidos.