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Consenso em Moçambique suscita expectativas

Por Liliana Henriques

Após a sua reunião ontem na cidade da beira, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder interino da Renamo, Ossufo Momade, anunciaram novos avanços no processo de paz em Moçambique. Numa nota conjunta, ambas as partes referem ter "reafirmado o consenso anteriormente alcançado relativamente aos assuntos militares, no que se refere ao desarmamento, desmobilização e reintegração dos elementos armados da Renamo".

Nesta comunicação, tanto a presidência como a Renamo referem igualmente que "foram definidos os princípios, processos, acções e o cronograma para o enquadramento dos militares oriundos da Renamo nas Forças Armadas e na Polícia da República de Moçambique", tendo desde já ficado estabelecido que "num prazo de dez dias, a liderança da Renamo deve apresentar a lista dos seus oficiais para ocuparem os cargos nos postos previamente acordados" e que simultaneamente, "o Governo e a Renamo devem designar o seu pessoal a integrar a Comissão de Assuntos Militares e os grupos técnicos conjuntos", a serem criados para tratar desta matéria e a prazo conduzir a um novo acordo de paz.

Com estes avanços que estavam a condicionar também a aprovação da nova lei eleitoral e que por conseguinte estavam igualmente a hipotecar a realização das autárquicas na data prevista, a 10 de Outubro, fica agora novamente aberta a possibilidade de se progredir neste dossier. Depois de ter sido adiada uma vez a votação desse dispositivo a CNE considerou hoje que "Sendo aprovada a nova legislação, ainda é possível reprogramar todas as actividades" e que "tudo depende da rapidez com que a nova legislação autárquica for aprovada".

Em entrevista com a RFI, Fernando Lima, jornalista e director do jornal moçambicano "Savana" comenta estes últimos desenvolvimentos.