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Renamo Moçambique Filipe Nyusi Eleição Desmobilização e reintegração Negociações de paz

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Moçambique: não há alternativa ao desarmamento e desmobilização da Renamo

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Presidente de Moçambique Filipe Nyusi DR

O chefe de estado moçambicano defendeu hoje a desmilitarização e integração urgente dos homens da Renamo para que as eleições autárquicas de 10 de Outubro decorram num clima de tranquilidade.

 
 

A nova liderança da Renamo, principal partido da oposição, deve assumir a desmilitarização e a integração das suas forças, um compromisso urgente para que as eleições autárquicas de 10 de Outubro decorram num ambiente de paz, apela o chefe de estado moçambicano Filipe Nyusi.

O chefe de Estado considera que "o desarmamento, a desmobilização e a reinserção são a condição sine qua non para um país democrático, estável e pacífico, não há alternativa ao desarmamento, desmobilização e reinserção e [este processo] deve começar já".

Orfeu Lisboa, correspondente em Maputo 25/06/2018 ouvir

Uma posição também partilhada pela União Europeia através do seu Embaixador em Moçambique Sven Burgsdorf, para quem "o processo de paz necessita ambas as partes...ou seja continuar com a transição democrática do país e ao mesmo tempo, em paralelo desarmar, desmilitarizar e reintegrar as forças armadas, penso que isso é muito importante".

A estas vozes que defendem a desmilitarização e integração urgente dos homens da Renamo juntaram-se também os antigos chefes de estado Joaquim Chissano e Armando Guebuza em declarações colhidas nesta segunda-feira (25/06), na Praça dos Heróis em Maputo durante a cerimónia oficial de celebração dos 43 anos da independência de Moçambique.

O Presidente Filipe Nyusi condenou também hoje e pela primeira vez referência aos ataque na província de Cabo Delgado, que desde Outubro causaram cerca de 50 mortos, qualificando-os de "actos hediondos que repugnam a todos".