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Renamo África África Lusófona Moçambique Frelimo Diálogo Paz Desmobilização e reintegração

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« É urgente desmobilizar braço armado da Renamo »

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Combatentes da Renamo, na Serra da Gorongosa em Moçambique AFP PHOTO / JINTY JACKSON

A Frelimo e a Renamo defenderam hoje a urgência da desmobilização e a reintegração do braço armado do principal partido de oposição em Moçambique. A questão da desmobilização continua em suspenso no diálogo para a paz entre o executivo e a principal força de oposição.


As declarações foram feitas esta quinta-feira na Assembleia da República durante aprovação na generalidade da revisão da Constituição tendo em vista o processo de descentralização.

Margarida Talapa, chefe da bancada da Frelimo, partido no poder, reiterou a urgência em desmobilizar o braço armado da antiga guerrilha.

“Esperamos que com a nova liderança da Renamo que o processo da desmilitarização, desmobilização e a reintegração das forças residuais da Renamo na vida civil, em actividades económicas e sociais e nas Forças Armadas de Defesa de Moçambique continuem pois é crucial para que se conforme com os trâmites da Constituição da República de Moçambique”, explicou.

Por sua vez, Ivone Soares, chefe da bancada do movimento da perdiz, Renamo, pediu que se avance urgentemente com as questões militares, nomeadamente a desmobilização das tropas da antiga guerrilha e sua inserção nas forças de defesa e segurança.

“Queremos urgentemente que se avance com as questões militares. Queremos ver os comandos da Renamo integrados nas Forças de Defesa e Segurança. Era essa a vontade do presidente Dhlakama e continua sendo a vontade de cada uma de nós, seus fiéis seguidores”, declarou.

A questão da desmobilização continua em suspenso no diálogo para a paz entre o executivo e a principal força de oposição.