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Moçambique: 3 arguidos por suborno da LAM à Embraer

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Linhas Aéreas de Moçambique - LAM LAM

 

Justiça moçambicana constituiu três arguidos no caso do alegado suborno na compra pela LAM de duas aeronaves à fabricante brasileira Embraer.


Sem avançar nomes, o Gabinete Central de Combate à Corrupção - GCCC - revelou esta segunda-feira (23/10) que três moçambicanos foram constituídos arguidos no negócio com contornos fraudulentos da compra de dois aviões da fabricante brasileira Embraer para as Linhas Áreas de Moçambique - LAM - entre 2007 e 2009.

De acordo com o porta-voz do GCCC, Cristovão Mondlane, o caso é complexo, pois "no caso de Embraer estão envolvidos cerca de sete países...não obstante termos a cooperação com esses países, não é tão linear que sempre que nós precisamos do seu auxílio de forma rápida temos esse alcance".

Entre os países que prestaram informações à PGR contam-se o Brasil, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Segundo a justiça norte americana e brasileira que tornaram público o caso em finais do ano passado, o esquema de corrupção terá envolvido o pagamento de 800 mil dólares aos três arguidos como condição para a Embraer vender as duas aeronaves à companhia aérea de bandeira moçambicana por 36.690.000 dólares por unidade, com opção para compra de mais dois aviões pelo mesmo preço.

Tal é avançado pelo jornal digital @verdade que cita como arguidos os nomes dos cidadãos moçambicanos  Mateus Lisboa Zimba consultor do negócio, José Ricardo Zuzarte Viegas então PCA da LAM e que participou nas negociações e o então ministro dos Transportes e Comunicações Paulo Zucula, ainda segundo este diário os três têm as suas contas bancárias congeladas.