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Moçambique: combate à corrupção não faz progressos

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Maputo, capitale de Moçambique DR

Em Moçambique há falta de vontade política para aplicar as leis que combatem a corrupção. As declarações são do jurista Abdul Carimo feitas à margem de uma palestra sobre os desafios da ética e deontologia profissional no sector público.


 De acordo com o jurista Abdul Carimo,a corrupção é um problema bicudo em moçambique e o seu combate passa pela tomada de decisões sérias e acertadas aliadas a vontade política quase inexistente considera. A não aplicação das leis existentes na matéria contribui para o agravamento do estado da corrupção em Moçambique.

Segundo um estudo divulgado em Dezembro de 2015 pelo Centro de Integridade Pública de Moçambique, a corrupção generalizada no país da África Austral tem um elevado custo para economia, bem como para o funcionamento do Estado e o equilíbrio social.A referida organização com sede em Maputo sublinha que na última década o custo da corrupção em Moçambique foi de 4,9 mil milhões de dólares americanos,o equivalente a cerca de 30% do PIB de 2014 e 60% do Orçamento Geral do Estado para 2015.O estudo revelava que entre as principais causas da corrupção generalizada em Moçambique,estão a gestão governamental,os negócios das multinacionais e o tráfico de drogas.

A corrupção fez com que Moçambique baixasse 32 lugares na classificação da Transparência Internacional em matéria de corrupção. Em 2015, o país africano ocupava a posição 112 num total de 168 países avaliados. O Estado moçambicano encontra-se na 144a posição desde 2016.

As declarações de Abdul Carimo foram feitas à margem de uma palestra sobre os desafios da ética e deontologia profissional no sector público. Jurista de formação, Carimo foi Vice-Presidente da Assembleia da República de Moçambique.

 

Correspondência Moçambique.Orfeu Lisboa 04/06/2017 ouvir