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SADC cria fundo regional para calamidades naturais

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O primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário REUTERS/Grant Lee Neuenburg

A Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) vai passar a contar com um fundo regional para resposta a calamidades naturais ao nível da região austral do continente africano.


A criação deste fundo foi anunciada durante a Cimeira extraordinária dos chefes de Estado e de Governo que decorreu, sábado em Mbabane, na Suazilândia.

Moçambique esteve representado neste encontro regional pelo primeiro-ministro em substituição do Presidente da República Filipe Nyusi.

Carlos Agostinho do Rosário defendeu a pertinência deste fundo ao qual Moçambique pretende beneficiar já que tem sofrido os efeitos das calamidades naturais sendo o último, o ciclone Dineo que, aquando da sua passagem pelas províncias de Inhambane e Gaza no sul do país, deixou um rastro de destruição.

O primeiro-ministro moçambique falava à imprensa no final do encontro e propôs-se debater a industrialização na região. Carlos Agostinho do Rosário revelou que a SADC vai apostar na criação de condições que atraiam o investimento privado para o sucesso da estratégia da industrialização desenhada e para que seja concretizada num horizonte temporal de 48 anos ( 2015 – 2016).

Primeiro-Ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário 19/03/2017 ouvir

À margem da cimeira da SADC, a tróica da SADC, órgão de defesa e segurança, esteve reunida na sexta-feira, e decidiu apoiar o processo eleitoral do Lesoto para garantir que o processo eleitoral marcado para 3 de Junho seja justo e transparente com o objectivo final de devolver a normalidade a este país.

Esta foi uma das principais decisões tomadas em Mbabane, capital política da Suazilândia, durante a reunião da dupla troika que também analisou a situação política da República Democrática do Congo.

Dos 15 países que compõem a SADC apenas três países, África do sul, Zimbabué e Suazilândia estiveram representados pelos respectivos Chefes de estado.