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COP21: Acordo de Paris motiva leituras diversas

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O presidente da COP21, Laurent Fabius, celebra o acordo junto a Ban Ki-moon e o presidente francês François Hollande. © Reuters

A adopção na noite passada em Paris de um acordo vinculativo mundial contendo o aquecimento do planeta provoca reacções diversas junto da sociedade civil. A ong moçambicana Justiça ambiental declara-se insatisfeita com um acordo que julga pouco ambicioso e vinculante. Já a organização portuguesa Quercus aplaude a ambição do documento.


O Acordo de Paris obtido na noite passada no âmbito da COP21 foi saudado por todo o planeta como um passo histórico permitindo conter o aquecimento climático abaixo dos dois graus centígrados.

Um documento que prevê uma avaliação das emissões de gases de efeito de estufa de 5 em 5 anos e um fundo de 100 mil milhões de dólares em prol do acesso às energias renováveis para os países em vias de desenvolvimento.

RFI/Miguel Martins

Garantias que no entanto não convenceram Samuel Mondlane, da organização não-governamental moçambicana "Justiça ambiental"alegando que o Acordo não é nem justo, nem ambicioso nem vinculativo.

Samuel Mondlane, ong moçambicana Justiça ambiental 13/12/2015 ouvir

Por seu lado Boaventura Monjane, activista moçambicano, alega ser necessário alterar o sistema por que por ora as alternativas propostas, caso do programa REDD (de desmatamento e degradação florestal), seriam uma falsa boa ideia, perpetuando uma lógica colonial e imperialista nas relações Norte-Sul.

Boaventura Monjane "Há que mudar o sistema !" 13/12/2015 ouvir

Boaventura Monjane RFI/Miguel Martins

 

Este activista, presente na COP21 de Paris, emitiu ainda reservas quanto à capacidade técnica da delegação moçambicana estar à altura dos desafios da COP21.

Boaventura Monjane "A equipa de Moçambique tem limitações para discutir alterações climáticas" 13/12/2015 ouvir

Por seu lado o facto de o Acordo de Paris colocar a fasquia do aquecimento da temperatura do planeta muito abaixo dos dois graus centígrados, aproximando-se dos 1,5 graus centígrados é uma conquista do protocolo realçado por Ana Rita Antunes, coordenadora do grupo energia e alterações climáticas da ong ambientalista portuguesa Quercus.

Ana Rita Antunes, ong ambientalista portuguesa Quercus 13/12/2015 ouvir