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Guiné-Bissau: 4 candidatos às presidenciais boicotam reuniões

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Imagem de arquivo das eleições legislativas de 10 de Março de 2019. SEYLLOU / AFP

Quatro candidatos às eleições presidenciais na Guiné-Bissau decidiram não participar nas reuniões convocadas pelo governo para preparar o escrutínio e exigem a anulação da correcção das omissões nos cadernos eleitorais. Este domingo, chega a Bissau a missão conjunta da ONU, União Africana, CPLP e CEDEAO para avaliar os preparativos das eleições presidenciais. 


As direcções de campanha de Umaro Sissoko Embalo, apoiado pelo Madem-G15, de Nuno Gomes Nabian, apoiado pelo APU-PDGB e pelo PRS, e os candidatos independentes José Mário Vaz e Carlos Gomes Júnior exigem a anulação dos dados provenientes da correcção das omissões nos cadernos eleitorais e recusam participar nas reuniões convocadas pelo governo para, entre outros assuntos, delinear o código de conduta eleitoral.

Entretanto, a missão conjunta da ONU, União Africana, CPLP e CEDEAO chega, este domingo, a Bissau para uma série de encontros, na segunda-feira, com as autoridades, partidos políticos e candidatos às presidenciais. O objectivo é inteirar-se dos preparativos das eleições presidenciais de 24 Novembro. Isto acontece numa altura em que a Presidência da República e a oposição atacam o governo liderado por Aristides Gomes.

Na carta, a Presidência da República acusa o primeiro-ministro de se ter recusado a comparecer nas audiências semanais, por considerá-lo presidente Cessante. A missiva fala em falta de cooperação institucional e deslealdade, recordando a carta que o primeiro-ministro escreveu ao chefe de Estado para o aconselhar a que as audiências com ministros sejam feitas com a presença do chefe do Governo.

Oiça aqui a reportagem de Aliu Candé

Reportagem de Aliu Candé 05/10/2019 ouvir