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Jomav, o pilatos da Guiné-Bissau

Por Cristiana Soares

Milhares de apoiantes da maioria parlamentar na Guiné-Bissau saíram às ruas, esta sexta-feira, em protesto. Exigem a nomeação do primeiro-ministro e do Governo. As legislativas realizaram-se a 10 de Março e, três meses depois do sufrágio, o Presidente da República ainda não nomeou o novo executivo.

Já ontem, as ruas da capital tinham sido de palco de manifestações do PRS e Madem G-15 a exigirem a eleição da Mesa da Assembleia Popular. A maioria dos deputados guineenses não quer Braima Camará, coordenador do Madem G-15, no lugar de segundo vice-presidente e o Madem G-15 recusa avançar com outro nome para o posto.

José Mário Vaz diz que só vai nomear primeiro-ministro e governo quando estiver resolvido o impasse parlamentar. Acresce-se o facto do mandato do presidente terminar a 23 de Junho, sem eleições presidências marcadas.

Além da classe política guineense em ebulição, nas ruas estiveram igualmente as duas centrais sindicais do país, que há várias semanas realizam períodos de greve, entre terça e quinta-feira, para reivindicar melhores condições de trabalho.

Um país na rua, no dia em que se assinala o 21° aniversário da guerra de 7 de Junho que deu início a uma sangrenta guerra civil de 11 meses.

Para analisar a situação política guineense, a RFI ouviu Rui Jorge Semedo, politólogo ligado ao INEP (Instituto Nacional de Estatística e Pesquisa).

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