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Guiné-Bissau: Sindicatos querem aumento do salário mínimo

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Sede da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné - UNTG UNTG

Num comício de trabalhadores por ocasião do 1 de Maio, as lideranças das centrais sindicais guineenses lançaram um vibrante ultimato ao Governo: Ou há aumento do salário mínimo ou então há greves na Função Pública. A UNTG e a CGSI nem querem ouvir falar de falta de recursos no país. Dizem que corrupção é a causa da miséria por que passa a maioria da população.


As centrais sindicais dão ao Governo até sexta-feira para iniciar as conversações com vista ao aumento do salário mínimo para, pelo menos, 100 mil francos CFA, cerca de 153 euros, para os funcionários públicos, caso contrário avançam para greve geral.

A primeira vaga de greve irá iniciar nos dias 07, 08 e 09 deste mês.

As centrais sindicais, UNTG e CGSI, anunciaram esta quarta-feira, nas celebrações do Primeiro de Maio, que entregaram ao Governo um caderno reivindicativo com 37 pontos.

Dois desses pontos são inegociáveis para os sindicatos, ou seja de cumprimento obrigatório, aumento do salário mínimo nacional e da pensão de sobrevivência dos funcionários públicos aposentados.

Os líderes das duas centrais sindicais afirmaram que o aumento do salário mínimo feito pelo Governo em Agosto, com a subida de 28 mil francos CFA para 50 mil francos, é pouco, tendo em conta a subida das taxas a pagar ao Estado, bem como a carestia do custo de vida.

Júlio Mendonça, líder da UNTG, disse mesmo que na Guiné-Bissau o problema não é a falta de recursos mas sim a forma como é distribuída e a corrupção dos dirigentes.

Citou o exemplo dos rendimentos auferidos pelo Presidente guineense que segundo disse aproximam-se daqueles recebidos pelo Presidente dos Estados Unidos.

As duas centrais sindicais avisam: Ou há aumentos salariais ou então a Função Pública ficará paralisada com ondas de greves.

Mais pormenores com o nosso correspondente, Mussá Baldé.

Correspondência de Mussá Baldé 01/05/2019 ouvir