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Guiné-Bissau Militares Prisão Assassínio Justiça Tribunal

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Guiné-Bissau: 10 militares ilibados ao cabo de 11 meses de prisão

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General Biaguê Na N'tan, CEMGFA da Guiné-Bissau, acusou 10 militares de tentarem assassiná-lo PNN

Processo definitivamente arquivado por falta de provas, ilibados e libertados os 10 militares guineenses presos em dezembro de 2017, por alegada tentativa de assassínio do CEMGFA Biagué Na Ntan, segundo denúncia do próprio general.


Os 10 militares foram libertados em novembro, depois de detidos a 16 de dezembro de 2017 na prisão da base aérea de Bissalanca em Bissau, por denúncia do próprio Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas, Biagué Na Ntan, que denunciou a preparação de planos para o assassinarem e que nem sequer foi ouvido pela Promotoria do Tribunal Militar que os acusou.

Ricardino Nancassa, advogado de defesa dos militares 25/01/2019 ouvir

O advogado de defesa dos militares Ricardino Nancassa afirma desconhecer se o general Biagué Na Ntan fou ouvido ou não, mas que "assumindo-se na posse de informações de que 10 militares o queriam assassinar, o general Biagué Na Ntan remeteu na mesma hora o processo para o Tribunal Militar...que não fez investigação, não fez nada e decidiu pura e simplesmente prender durante 11 meses os militares".

A Liga Guineense de Direitos Humanos e a UNIOGBIS denunciaram desde logo as péssimas condições de detenção dos militares, que em agosto de 2018 viram a sua prisão preventiva ser revogada por falta de provas.

O advogado de defesa Ricardino Nancassa, que há muito vem exigindo a sua libertação e qualificou mesmo de "sequestro" a sua prisão, porque ao cabo de seis meses de prisão preventiva ainda não tinham sido ouvidos pela justiça, pelo que segundo a lei e sem condenação em primeira instância, eles deveriam ter sido libertados em junho de 2018.

Ricardino Nancassa vai apresentar queixa-crime contra o Estado guineense que "prendeu e criou danos irreparáveis na vida dos dez militares" presos durante 11 meses.

Os 10 militares ilibados por falta de provas da acusação de atentado à integridade física de general Biagué Na Ntan: Buota N'yete, Maurício Félix, Aribi Nfodi, Joaquim Sia, Bifere Obna Mana, Albino Sanha, Adulai Baldé, Madja Bodjam, Cufete Manga e Fugna Mbana.