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Timor Leste apoia processo eleitoral guineense

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Kits de registo biométrico na Guiné-Bissau, em 2008. GEORGES GOBET / AFP

Timor-Leste volta a apoiar a Guiné-Bissau no âmbito dos preparativos para as legislativas e presidenciais de 2019. O chefe de executivo considerou que se trata de um contributo "muito importante" que servirá igualmente para acelerar o recenseamento eleitoral no país.


À semelhança do que fez em 2014, Timor Leste volta a apoiar financeiramente o processo eleitoral na Guiné-Bissau. Esta segunda-feira, um representante do governo timorense, Tomás Cabral, entregou e ao primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, um cheque de cerca de 500 mil dólares americanos para custear a manutenção dos equipamentos do registo biométrico de eleitores, 150 kits, verba de apoio ao processo eleitoral, e dinheiro para preparar as presidenciais de 2019.

O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, considerou ser “muito importante” o apoio de Timor-Leste, um país distante, mas irmão da Guiné-Bissau, por serem apoios que vão ajudar a acelerar o recenseamento eleitoral.

Aristides Gomes afirmou ainda que com a recuperação dos kits de Timor Leste a dúvida sobre a lisura do recenseamento será dissipada, pois haverá material suficiente para recensear todos os potenciais eleitores.

Entretanto a greve dos agentes das mesas do recenseamento, que reclamavam o pagamento pelo seu trabalho, já está ultrapassada com o pagamento, na sexta-feira da verba que estes últimos exigiam.

Fonte do GTAPE, disse à RFI que a questão agora é convencer os agentes do recenseamento a aceitarem os valores que o Governo quer pagar para os 30 dias prorrogados para o recenseamento eleitoral.

É que o primeiro-ministro faz saber que o governo não estará em condições de pagar aos brigadistas o mesmo valor que foi pago para os primeiros 30 dias do recenseamento.

Correspondência de Mussá Baldé 29/10/2018 ouvir