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Continua o polémico recenseamento na Guiné Bissau

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Imagem de arquivo. SEYLLOU / AFP

Na Guiné-Bissau, as entidades que coordenam o processo do recenseamento de potenciais eleitores garantem que tudo decorre normalmente, contráriamente às denúncias que têm sido feitas por partidos políticos, que falam em irregularidades. Aguarda-se que o Presidente do País marque uma nova data, para que os guineenses possam escolher os novos deputados e, consequentemente, um novo Governo.


Continua o debate entre os partidos sobre o recenseamento eleitoral, com fontes da Comissão Nacional de Eleições a garantirem à RFI que - do ponto de vista legal, tudo decorre normalmente. Isto é, sem grandes irregularidades.

No Domingo, vários partidos manifestaram-se em Bissau contra a forma como decorre o recenseamento eleitoral, com alguns a pedirem mesmo a anulação da operação de registo dos cerca de 900 mil potenciais eleitores.

De acordo com fontes da CNE, não existem motivos para parar o recenseamento e que, se se houver qualquer irregularidade, a lei prevê que seja resolvida na mesa do recenseamento. A CNE tem estado a supervisionar o processo mas, tirando alguma lentidão no registo de eleitores, não há grandes irregularidades.

Lembramos que o Partido da Renovação Social, PRS, ameaça avançar com uma providência cautelar junto do Supremo Tribunal, nas suas vestes de Tribunal Constitucional, para pedir que se parasse com o recenseamento. Fontes do Gabinete Técnico de apoio ao processo eleitoral disseram à RFI que uma diligência nesse sentido teria fracasso, porquanto a lei não prevê nada disso.

Em relação à nova data das eleições, aguarda-se pelo posicionamento do Presidente José Mário Vaz, que terá de marcar uma nova data, já que de todo é impossível realizar eleições legislativas a 18 de Novembro, justamente dois dias antes do fim do recenseamento eleitoral, que ocorre a 20 de Novembro.

Mussá Baldé, Bissau, RFI