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Guiné-Bissau Recenseamento Eleições

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Recenseamento eleitoral guineense adia eleições?

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Assembleia de voto em Bissau. 13/04/18 SEYLLOU / AFP

Oficialmente ainda não há uma posição sobre o assunto, mas tendo em conta o prorrogar do recenseamento eleitoral para mais 30 dias, isto é até 20 de Novembro, as eleições legislativas não vão ter lugar a 18 de Novembro.


O Governo, através da ministra da Administração do Território, Ester Fernandes, anunciou que o recenseamento eleitoral já não vai terminar no dia 20 deste mês, como estava previsto.

Esta quarta-feira, a ministra guineense da Administração Territorial, Ester Fernandes, disse que o recenseamento eleitoral para as legislativas de 18 de Novembro - que deveria terminar no sábado - vai ser prolongado para "cumprir prazos legais", ou seja, "60 dias". Hoje, em declarações à RFI, a ministra reiterou que o governo se limitou a seguir “o cumprimento da lei eleitoral”. Feitas as contas, o recenseamento termina a 20 de Novembro, mas as eleições estavam previstas para 18 de Novembro.

Quanto à nova data para a realização da votação, a ministra remeteu para o chefe do Estado a tomada de uma decisão nessa matéria.

O Presidente guineense, José Mário Vaz, deslocou-se na quarta-feira ao Senegal para consultas com o seu homólogo, Macky Sall.

O Governo informou também que apenas foram recenseados cerca de 25% de potenciais eleitores. Mais informação com o nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.

Correspondência de Guiné-Bissau 18/10/2018 ouvir

No domingo, um grupo de partidos sem assento parlamentar, mais o Partido da Renovação Social (PRS), que está no Parlamento, prometem sair às ruas em manifestação pela forma deficitária, dizem, como decorre o recenseamento.

O recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau deveria ter acontecido entre 23 de Agosto e 23 de Setembro, mas os atrasos na recepção de 'kits' para registo biométrico dos cidadãos atrasou o processo, que só começou a 20 de Setembro.

O presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), José Pedro Sambu, tinha alertado para a necessidade de serem disponibilizados fundos para o início de recenseamento eleitoral em Julho de 2018, alertando que haveria cerca de 900 mil eleitores no país.

O porta-voz do Partido para a Renovação Social (PRS), o segundo maior partido da Guiné-Bissau, criticou, a forma como o recenseamento eleitoral está a ser conduzido no país.

O ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau não coloca em causa a data para as eleições legislativas, marcadas para 18 de Novembro.

Para Victor Gomes Pereira, "o recenseamento não está a ser bem feito. Não está a seguir a tramitação da lei, e a lei é claríssima. Desde logo, criaram duas comissões 'ad hoc' totalmente estranhas para o acompanhamento do processo".