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Guiné-Bissau: Partidos sem assento parlamentar em protesto

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Assembleia de voto em Bissau. Imagem de Arquivo. 13/04/18. SEYLLOU / AFP

Os partidos sem assento parlamentar na Guiné-Bissau, que se consideram excluídos na preparação das eleições legislativas de 18 de novembro, deram hoje um ultimato ao Primeiro-ministro. Se dentro de três dias, Aristides Gomes não os incluir na preparação das eleições, nomeadamente na fiscalização do recenseamento, vão convocar manifestações de rua.


Os partidos sem assento parlamentar na Guiné-Bissau exigiram nesta segunda-feira, 8 de Outubro, ao Primeiro-ministro o cumprimento das leis do país e admitiram fazer um protesto para mostrarem a sua indignação à forma como está a ser conduzido o recenseamento eleitoral.

Ouçamos Jorge Mandinga, dirigente da Assembleia do Povo Unido, Partido Democrático da Guiné-Bissau. Som recolhido pelo nosso correspondente, Mussá Baldé.

Jorge Mandinga, dirigente da Assembleia do Povo Unido 08/10/2018 ouvir

Os partidos sem assento parlamentar estiveram a debater o recenseamento eleitoral para as eleições legislativas previstas para 18 de Novembro. A nota de protesto para o Primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, dá um prazo de três dias para aceitar ou não de os incluir na preparação das eleições, nomeadamente na fiscalização do recenseamento.

Aristides Gomes vai reunir-se ainda nesta segunda-feira no Ministério das Finanças em Bissau com os partidos com assento e sem assento parlamentar.

Recorde-se que o Presidente José Mário Vaz marcou as eleições legislativas para 18 de Novembro. O processo eleitoral em curso tem provocado fortes críticas dos partidos sem assento parlamentar e da sociedade civil, que têm pedido que as legislativas sejam adiadas.

Em causa está o recenseamento eleitoral que não decorreu entre 23 de Agosto e 23 de Setembro, devido a atrasos na chegada dos equipamentos para o recenseamento biométrico.

Na realidade, o recenseamento apenas começou a 20 de Setembro e deverá terminar a 20 de Outubro.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, já foram recenseados cerca de 100 mil eleitores num total que deverá rondar os 900 mil.