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Recenseamento polémico na Guiné Bissau

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O Presidente guineense, José Mário Vaz, aquando do recenseamento a 20 de Setembro de 2018 ( imagem de arquivo). GOSCE

Sem ter uma data precisa do término, decorre o recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau, mas com muita polémica à mistura. O Governo continua a garantir que as eleições legislativas serão mesmo a 18 de Novembro.

 


O recenseamento eleitoral começou de facto, mas com muitas críticas de partidos e dos cidadãos potenciais eleitores.

Aqui em Bissau, por exemplo, apenas em alguns locais se pode ver as brigadas do recenseamento, onde se vêem filas enormes de pessoas à espera de serem inscritas.

Há críticas de lentidão do processo. Diz-se que um registo chega a levar meia hora, quando nos outros processos o registo não levava mais que dez minutos.

Uma outra crítica ao processo do recenseamento é o facto de o cartão que é dado aos cidadãos inscritos ser em papel e envolto num plástico, no que é visto como um retrocesso. É que, nas últimas eleições, os eleitores receberam cartões em plástico.

Crítica também é o facto de no interior, o recenseamento apenas estar a decorrer nas capitais regionais com uma brigada.

A Comissão Nacional de Eleições e o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) prometem acelerar o processo a partir de terça-feira.

Tudo isso acontece debaixo de um coro de protestos de alguns partidos, que consideram o processo do recenseamento de ilegal. Daí que apelam o Presidente José Mario Vaz a fazê-lo parar.

O Presidente Vaz, a primeira pessoa a ser recenseada, repete apelos no sentido de pedir à população para se recensear.

Mussá Baldé, em Bissau, para a RFI