rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

PRS Governo Demissão Guiné-Bissau Recenseamento Aristides Gomes Coligação

Publicado a • Modificado a

Guiné-Bissau: recenseamento em clima de incerteza

media
Victor Pereira, porta-voz do PRS e Ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau RFI

Começou ontem oficialmente o recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau com vista à organização das legislativas fixadas a 18 de Novembro com quase um mês de atraso, uma vez que deveria ter arrancado a 23 de Agosto. Neste contexto, têm aumentado as críticas à actuação do governo e alguns partidos, nomeadamente o MADEM de Braima Camará e a APU-PDGB (Assembleia do Povo Unido-Partido Democrático da Guiné-Bissau) de Nuno Nabian têm vindo nos últimos dias a exigir que Presidente José Mário Vaz demita o Primeiro-Ministro, Aristides Gomes, por incapacidade.


Estes mesmos partidos têm mantido contactos com o PRS que integra o governo, no intuito de chegar a algum entendimento no âmbito da preparação das legislativas. Ao confirmar que tem havido conversações, o porta-voz do PRS e Ministro da Comunicação Social, Victor Pereira, sublinha que "não se trata de uma coligação" e se "procuram os maiores entendimentos possíveis entre partidos que participam nas eleições".

Victor Pereira, porta-voz do PRS e Ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau 21/09/2018 ouvir

Questionado sobre a posição do seu partido relativamente às críticas do MADEM e da APU que apelam à demissão do governo do qual faz parte, o porta-voz do PRS e Ministro da Comunicação Social, Victor Pereira, refere que o diálogo mantido com estes partidos "não é contra o governo".

Victor Pereira, porta-voz do PRS e Ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau 21/09/2018 ouvir

De salientar, por outro lado, que no rol de críticas que têm acompanhado o processo pré-eleitoral, além dos partidos políticos, sectores da sociedade civil também têm emitido reservas, sem contudo apelar à demissão do executivo. Ontem, em comunicado, o grupo das organizações da sociedade civil guineense para as eleições (GOSCE) deu conta de lacunas na forma como arrancou o recenseamento eleitoral.

Ao referir que o registo não está a cumprir uma série de requisitos técnicos, nomeadamente no que tange às informações respeitantes "à duração do recenseamento", este grupo também aponta "uma total descoordenação dos actores responsáveis pela gestão do processo", bem como a "ausência dos recursos efectivos para a participação da CNE e das suas estruturas regionais", pelo que o GOSCE reclama que o Governo crie condições financeiras e técnicas para “um recenseamento efectivo e credível”, apelando por outro lado "todos os cidadãos guineenses com capacidade eleitoral a participarem no recenseamento".