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Acordo Guiné-Bissau Greve Salário funcionário público Professor Aristides Gomes

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UNTG marcha nas ruas de Bissau

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Sede da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné - UNTG UNTG

 

A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau - UNTG - realizou na manhã desta quarta-feira uma marcha na capital guineense, para exigir o cumprimento dos acordos rubricados com o governo.


A União Nacional dos Trabalhadores da Guiné-Bissau - UNTG - convocou a quinta vaga de três dias de greve dos funcionários públicos em 2018, que termina amanhã (12/07), para exigir o cumprimento do acordo sobre reajuste salarial que data de Dezembro de 2016 e foi reiterado em Outubro de 2017.

A adesão tem sido superior à dos movimentods anteriores dado que as reivindicações incluem a aprovação do Estatuto de Carreira Docente, aprovado e promulgado em 2015 e não aplicado, o que motivou a greve convocada pelo SINAPROF até à próxima sexta-feira (13/07), mas também o cumprimento do acordo de 2014 no que diz respeito aos funcionários das alfândegas, ou ainda denunciar o não pagamento de salários aos funcionários dos correios há mais de 130 meses.

José Alves Té, UNTG 11/07/2018 ouvir

José Alves Té, porta-voz da comissão negocial da UNTG, afirma que o próprio primeiro-ministro Aristides Gomes reconheceu que são legítimas as reivindicações dos funcionários públicos, embora tenha pedido uma moratória nas greves que estão a paralizar o país.

Está marcado para amanhã (12/07) um encontro com o ministro da Função Pública, mas numa nova estratégia de luta a UNTG convocou para a manhã desta quarta-feira (11/07) uma marcha em Bissau, que a polícia "recebeu ordens superiores para dispersar", mas que após discussões acabou alterando apenas o seu itinerário, evitando o ministério de tutela.

Cerca de 200 pessoas marcharam em Bissau, mas José Alves Té considera que o "mais importante não são os números, mas alertar as pessoas e a consciência de todos os guineenses, de que os direitos não se dão de mão beijada, temos é que lutar pelos nossos direitos".