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Guiné-Bissau Greve Professor funcionário público Sindicatos Centrais Sindicais Reivindicações

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Guiné-Bissau: SINAPROF e UNTG em greve

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Logótipo SINAPROF - Sindicato Nacional dos Professores da Guiné-Bissau Rispito.com

 

Desde esta segunda-feira que os professores afiliados ao SINAPROF e os trabalhadores da UNTG estão em greve, para reclamar o cumprimento de acordos anteriormente rubricados com o governo.


A principal central sindical guineense UNTG ou União Nacional dos Trabalhadores da Guiné e o Sindicato Nacional dos Professores - SINAPROF - maior sindicato da classe docente iniciaram respectivamente hoje e ontem  movimentos de greve de cinco e três dias.

A UNTG reclama o reajuste salarial previsto no memorando de entendimento assinado com o governo a 14 de Dezembro de 2016 e reiterado em Outubro de 2017, o que levou à suspensão de uma greve em Agosto desse ano.

Esta quarta-feira (12/06) estava agendado um encontro entre o ministro da Função Pública e a direcção da UNTG, entretanto adiado para quinta-feira.

A Guiné-Bissau conta com cerca de 30 mil funionários públicos, cujo salário mínimo líquido é de 29.500 Fcfa o que equivale a cerca de 45 euros e a UNTG exige que com o reajuste este chegue aos 55.000 Fcfa ou seja 84 euros.

Domingos de Carvalho SINAPROF 10/07/2018 ouvir

O SINAPROF por sua vez protesta entre outros contra a não aprovação pela plenária do parlamento da proposta de revisão do Estatuto de Carreira Docente, o pagamento de salários aos professores contratados no ano lectivo 2017/2018, a capacitação dos professores de todas as categorias e o pagamento de retroactivos a 154 professores classificados.

O governo alega que já pagou aos professores os salários em atraso dos anos lectivos 2011/2012 e 2012/2013 e que o SINAPROF com esta greve está a violar o Pacto de Estabilidade no sistema Educativo - 2017/2018, assinado a 25 de Novembro de 2017 entre o SINAPROF, o SINDEPROF e o executivo.

Domingos de Carvalho, presidente interino do SINAPROF afirma que "não é bem assim, pois não foram pagos todos os professores...o caderno reivindicativo inclui outros pontos...e se o governo se mantiver inflexível a greve, reconduzível, poderá comprometer as provas de exame que devem começar na próxima segunda-feira (16/07) pelo que o SINAPROF apela os professores a marcharem amanhã (11/07) em Bissau, na manifestação convocada pela UNTG".

A adesão à greve dos professores foi na manhã de ontem de 60% e à tarde ultrapassava os 70% e para este sindicalista este foi o pior ano lectivo na história da Guiné-Bissau.