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Guiné-Bissau: penúria de gasolina

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Bom de gasolina Petromar/Galp em Bissau ditaduradoconsenso

A crise de combustíveis dura desde finais de Maio, mas o administrador da Petromar Jorge Manuel Almeida garante que a situaçao poderá ser ultrapassada até à próxima semana com a chegada de camiões cisterna provenientes do Senegal se as condições atmosféricas o permitirem dado o mau estado das estradas, mas a escassez de gasolina fez dobrar os preços.


A crise da gasolina já vai em mais de dois meses em Bissau, com os automobilistas a fazerem das tripas coração para arranjar o líquido.

Das cercas de 20 gasolineiras que existem em Bissau, apenas os postos da Petromar, a sucursal da portuguesa Galp, é que estão a vender gasolina nas últimas duas semanas.

Mussa Baldé, correspondente em Bissau 08/07/2018 ouvir

Estive hoje numa bomba da Petromar no centro de Bissau, uma das duas que ainda vendem a gasolina, pude constatar dezenas de carros em fila indiana da zona do Porto até às imediações da Sé Catedral, numa distância de cerca de um quilómetro.

Impacientes, com o calor abrasador próprio da época das chuvas, os proprietários dos veículos tentavam arranjar alguns litros, já que pairava no ar a ameaça de que a bomba ia fechar. Volvidas talvez três horas, as duas bombas da Petromar lá pararam a venda da gasolina.

As indicações que pude recolher indicavam que não havia mais gasolina e os automobilistas dizem que tem sido assim nos últimos dias.

Esta crise da gasolina faz disparar a venda no mercado negro do precioso líquido, que chega a custar o dobro do preço normal. O problema, queixam-se os donos dos veículos, é a gasolina adulterada, que é vendida pelos informais.

A falta de gasolina na Guiné-Bissau é motivada pelo estado degradante em que se encontra o cais onde atracam navios de grande calado, que normalmente trazem grande quantidade de combustíveis da Europa.

A solução tem sido o abastecimento do mercado com camiões cisterna a partir do Senegal, o problema é que chegou a época das chuvas e as estradas estão cada vez mais intransitáveis, o que faz com que entre na Guiné-Bissau pouca quantidade da gasolina.