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Comité de Sanções da ONU em Bissau

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António Guterres, secretário-geral da ONU apresenta em Agosto relatório sobre Guiné-Bissau © AP Photo/ Khalil Senosi

Com o objetivo de contactar com as autoridades e sociedade civil guineense, encontra-se em Bissau uma delegação do Comité de Sanções da ONU destinada a avaliar o levantamento ao não das sanções decretadas contra 11 militares, autores do golpe de Estado de Abril 2012.


O Comité de Sanções foi criado pelo Conselho de Segurança da ONU a 19 de Julho de 2012 e a delegação visa durante dois dias (até 27/06) tomar o pulso sobre se é ou não o momento para levantar as sanções decretadas pela ONU aos militares autores do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012.

Entre os oficiais visados figuram os generais António Indjai, Mamadu turé, Estevão Na Mena, Ibraima Camará e o tenente coronel Daba Naualna.

Mussa Baldé, correspondente em Bissau 26/06/2018 ouvir

A missão liderada por Anatolio Ndong Mba, presidente do Comité de Sanções das Nações Unidas, também representante da Guiné Equatorial na ONU, vai manter contactos com autoridades civis e militares, mas também com a sociedade civil.

A ideia é auscultar as sensibilidades sobre a pertinência ou não do levantamento das sanções decretadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas em Maio de 2012, contra 11 oficiais militares guineenses, autores do golpe de Estado de Abril de 2012.

Anatolio Ndong Mba, que foi representante da FAO na Guiné-Bissau nos anos 1990, disse estar a constatar avanços no ambiente político guineense.

"Estamos numa missão para tomar contacto e receber informação sobre a situação das sanções e o seu impacto no país...a missão não é mais do que informativa, contactos, interacção com diferentes actores políticos, tanto o governo,  como partidos políticos e sociedade civil e militares...depois do nosso regresso a Nova Iorque vamos apresentar o relatório ao Comité de Sanções".

Em Agosto o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, vai apresentar ao Conselho de Segurança um relatório sobre a Guiné-Bissau e possivelmente nessa altura haverá uma decisão sobre o levantamento ou não das sanções impostas aos oficiais militares, que protagonizaram o último golpe de Estado no país.