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Função Pública guineense volta a parar

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RFI/Miguel Martins

Na Guiné-Bissau começou esta terça-feira a segunda vaga de greves na função pública guineense. O movimento que vai durar até quinta-feira reclama o reajuste dos salários dos funcionários do Estado.


A greve da central sindical União Nacional de Trabalhadores da Guiné-Bissau-UNTG tem como objectivo exigir do governo o reajuste dos salários aos funcionários públicos. Um compromisso assumido pelo Governo de Umaro Sissoco Embaló.

O porta-voz da comissão de negocial da UNGT diz ser “incompreensível” que o atual executivo diga que apenas tem como missão organizar eleições e que não tem como proceder aos ajustes dos salários.

A central sindical diz que esses argumentos são uma “falácia” e admite que bastaria um o corte nos subsídios dos governantes para proceder aos ajustes sem que isso significasse aumentos na massa salarial.

A greve, a segunda no espaço de 15 dias, decorre no meio de polémica. O Governo e alguns dirigentes dos sindicatos de base dizem que a paralisação não é oportuna.

Alves Té afirma que o movimento, em sentido contrário à greve, é protagonizado por pessoas com interesses políticos e que já não representam os trabalhadores. O porta-voz da comissão negocial diz que mesmo com os boicotes, neste primeiro dia, a greve rondou os 95 por cento em setores como a Justiça, Saúde e Alfandegas.

A Guiné-Bissau conta com cerca de 30mil funcionários públicos cujo salário mínimo líquido é de 29.500 FCFA, ou seja cerca de 45 euros. Os funcionários exigem com o reajuste que o salário chegue aos 55.000 FCFA, o equivalente a 84 euros.

Correspondência de Mussá Baldé 12/06/2018 ouvir