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FMI denuncia corrupção em empresas guineenses

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Bissau. Reuters

O representante do FMI na Guiné-Bissau, o uruguaio Oscar Melhado, diz que há corrupção em duas empresas estatais da Guiné-Bissau. Na quinta-feira vai falar com o Procurador guineense sobre as suas denúncias.


Num encontro com os alunos de uma universidade em Bissau, Óscar Melhado assumiu que há má gestão e corrupção em pelo menos duas empresas públicas guineenses: A autoridade reguladora das telecomunicações (ARN) e a Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB).

Óscar Melhado apresenta números: Na autoridade reguladora das telecomunicações pelo menos cinco mil milhões de francos CFA, cerca de sete milhões de euros, não dão entrada nos cofres das empresas de energia e água. O que se passa é a corrupção generalizada.

É que a EAGB não consegue dar energia e água à população de forma regular nos últimos três meses.

O representante do FMI só vê uma saída para as duas empresas, é o próprio primeiro-ministro apertar com o controlo das receitas que, disse, poderiam perfeitamente dar para construir mais escolas.

Estas declarações de Oscar Melhado estão a merecer todos os comentários aqui em Bissau.

A autoridade reguladora das telecomunicações nega as alegações do representante do FMI e este, tem na quinta-feira, um encontro com o procurador-geral da República, Bacari Biai.

Mais pormenores com o nosso correspondente, Mussá Baldé.

Correspondência de Mussá Baldé 30/05/2018 ouvir