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PAIGC e PRS discordam sobre exoneração de governos regionais

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Primeiro-ministro da Guiné Bissau, Aristides Gomes, faz mexidas, a nível regional AFP PHOTO / GEORGES GOBET

O primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, reuniu um conselho de ministros extraordinário em Bissau para analisar a situação dos governos regionais, exonerando governadores e administradores. Foram indigitados secretários regionais interinos. O PRS reagiu manifestando o seu descontentamento. 


É a primeira grande fissura no entendimento havido entre as duas principais forças políticas guineenses, o PAIGC e o PRS, que levou a criação do novo Governo. Desta vez a polémica é motivada pela exoneração dos governadores das regiões e administradores dos setores.

O conselho de ministros decidiu exonerar de funções oito governadores regionais e 36 administradores setoriais, tudo em nome da reposição da legalidade nos governos locais.

Em Bissau, Gabú e Biombo foram indicados novos responsáveis, mas nas restantes regiões, Bafatá, Bolama, Cacheu, Oio, Quinara eTombali os secretários regionais é que vão assumir interinamente os poderes estatais, os secretários setoriais assumem a gestão dos setores.

Quem não gostou dessas movimentações é o Partido da Renovação Social (PRS) que fala na violação grosseira por parte do PAIGC do acordo que permitiu a criação do Governo.

Certório Biote, vice-presidente do PRS pede a intervenção do Presidente José Mário Vaz a fim de evitar desentendimentos maiores com o PAIGC.

Segundo o PRS, aquando da formação do Governo, falou-se que os dois partidos tinham que chegar a um entendimento para partilha da governação a nível regional e setorial.

Não é conhecida até ao momento qual a posição do Presidente Vaz sobre o assunto.

De Bissau, o nosso correspondente, Mussá Baldé.

Mussá Baldé, correspondente em Bissau 15/05/2018 ouvir