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Guiné-Bissau Política

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1° Conselho de Ministros da Guiné-Bissau

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Primeiro-ministro guineense, Aristides Gomes, em 2008. TO / GEORGES GOBET

Decorreu hoje a primeira reunião do Conselho de Ministros do novo governo da Guiné-Bissau. Durante esta reunião ficou desde já estabelecido que vão ser retomadas as negociações do acordo de pesca com a União Europeia e paralelamente o novo executivo abordou igualmente a greve da função pública que exige reajustes salariais, um movimento perante o qual o governo apela ao bom senso.


O primeiro-ministro Aristides Gomes aproveitou para dar a cada ministro e secretário de Estado tarefas específicas sobre o que deve ser a actuação de cada um.

O objectivo é trabalhar e preparar as bases para que a 18 de Novembro próximo a Guiné-Bissau possa realizar eleições legislativas.

Entre vários outros assuntos debatidos, o Conselho de Ministros, que passa a ser às quintas-feiras e não às quartas-feiras, analisou a greve geral de três dias decretada pela central sindical UNTG que terminou na quarta-feira, 9 de Maio.

Agnelo Regala, o porta-voz do Governo, indicou que o executivo não coloca em causa os direitos dos sindicatos para irem para greve, mas também apela para o bom senso.

A greve terminou na quarta-feira, mas a UNTG pondera avançar para novas paralisações laborais uma vez que não houve nenhum compromisso em relação ao ponto principal que motivou a greve: O reajuste salarial na função pública.

Ainda que o Presidente da República, José Mário Vaz, tenha tentado junto da UNTG que a greve fosse suspensa, os sindicalistas dizem que só negociam com o Governo como nos explica o nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.

Correspondência de Bissau, Mussá Baldé 10/05/2018 ouvir