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PRS PAIGC Guiné Bissau Crise política Governo de Transição

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Laboriosas negociações para formar um governo em Bissau

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Aristides Gomes, Primeiro-ministro da Guiné-Bissau. AFP FOTO / GEORGES GOBET

As negociações entre as duas principais forças políticas guineenses, PAIGC e PRS, para a formação do novo Governo, estiveram tremidas ao ponto de a missão ministerial da CEDEAO que se encontra em Bissau ter ameaçado abandonar o país nas primeiras horas desta Quarta-feira, algo que esteve mesmo prestes a acontecer.


Quando a equipa da CEDEAO já se encontrava no aeroporto para apanhar o avião, foi chamada de urgência para voltar e encontrar-se com o Presidente José Mário Vaz. Desse encontro, parece que as negociações foram reatadas ao ponto de agora se falar já num princípio de entendimento.

As grandes questões que dividiam os actores políticos, o controlo dos ministérios do Interior e da Defesa, já ficaram para trás e o Primeiro-ministro, Aristides Gomes foi entregar ao chefe do Estado a lista definitiva dos membros do seu Governo. Nos círculos políticos em Bissau, fala-se que o Presidente Vaz teria desistido da sua pretensão de ser ele a indicar os nomes para os dois ministérios-chave perante o finca-pé dos partidos.

Ao que se sabe será um governo formado por 26 membros, entre ministros e secretários de Estado. O PAIGC ficará com 10 e o PRS com nove pelouros. Os três outros partidos com assento parlamentar, PCD, PND e União para Mudança, irão ficar, cada um, com uma pasta. Mais pormenores com Mussa Baldé.

Mussa Baldé, correspondente da RFI em Bissau 25/04/2018 ouvir