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Guiné-Bissau: Polícia impede jovens de manifestar

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Polícias Guiné-Bissau SEYLLOU SEYLLOU / AFP

Na Guiné-Bissau a polícia impediu a realização de uma marcha organizada pelo movimento de cidadãos inconformado que pretendiam contestar a crise política no país e exigir a demissão do chefe de Estado, José Mário Vaz.


O movimento de cidadãos inconformados da Guiné-Bissau foi impedidos pela polícia de realizar uma marcha, esta manhã,  na rotunda Osvaldo Vieira para denunciar a crise política que se vive no país e exigir a demissão do chefe de Estado, José Mário Vaz.

Sumaila Djaló garante que foram tomadas todas a medidas para a realização da marcha e acusa o Presidente da República de estar a impedir o direito a manifestar no país.

"Nós informamos as autoridades e que quando tínhamos tudo preparado para manifestação surgiu o aparato policial para nos expulsar do local. Disseram que receberam ordem de cima, presumimos que seja do Presidente da República que mais uma vez não quer enfrentar nenhuma manifestação contra o seu regime”, explicou.

Durante os desacatos com a polícia registou-se um ferido sem gravidade.

Os jovens garantem que não se vão deixar intimidar e prometem voltar a sair às ruas de Bissau nos próximos tempos.

Esta não é a primeira vez que o movimento é impedido de manifestar. Em 2016 os jovens apresentaram uma queixa junto da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental contra os ministros da Administração Interna, Sola Nquilin, e do Interior, Botche Candé. A primeira audiência do processo decorre no próximo dia 23 de Abril, no tribunal que se encontra na capital do Mali, Bamako.

Sumaila Djaló, porta-voz do movimento de cidadãos inconformadosna Guiné-Bissau 14/04/2018 ouvir