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Guiné-Bissau: Polícia proíbe vigília frente à embaixada do Senegal

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Controlo fronteiriço em Mpack, entre a Guiné-Bissau e o Senegal JULIEN TACK / AFP

A polícia da Guiné-Bissau proibiu, esta segunda-feira, uma vigília junto à embaixada do Senegal. O protesto era promovido pelo grupo Cidadãos Inconformados e visava denunciar os assassínios de cidadãos guineenses nas regiões fronteiriças entre os dois países.


Os Cidadãos Inconformados tinham previsto para hoje uma vigília diante da embaixada do Senegal, em Bissau, para demonstrar o seu repúdio pelas mortes de cidadãos guineenses por elementos das autoridades senegalesas.

O porta-voz dos inconformados, Sumaila Djaló, contou à RFI que alguns agentes da polícia disseram que estavam no local da vigília para lhes garantir segurança, outros afirmaram que estavam lá com ordens para não permitir a manifestação.

Sumaila Djaló, responsabiliza o Presidente da Guiné-Bissau pelo sucedido e acusa José Mário Vaz de conivenia com as autoridades senegalesas.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos, por seu lado, entregou esta segunda-feira uma carta aberta de protesto ao Embaixador do Senegal em Bissau, exigindo às autoridades senegalesas que tomem medidas perante os ataques aos cidadãos da Guiné-Bissau.

O último caso remonta a sexta-feira, quando uma caravana de cidadãos guineenses foi atacada, alegadamente, pela polícia fronteiriça. Pelo menos um homem guineense foi morto.

Antes, no mês de janeiro, três madeireiros guineenses foram mortos, alegadamente, por rebeldes senegaleses, nas matas de Bofa, da aldeia de Boutoupa Camarakunda, próximo da fronteira entre a Guiné-Bissau e o Senegal.

Na sequência dos incidentes da semana passada, o primeiro-ministro indigitado, Artur Silva, pediu ao ministro do Interior do Governo demissionário, Botche Candé, "toda a informação" sobre o sucedido. Por seu lado, a Liga Guineense dos Direitos Humanos, exigiu "total esclarecimento" das autoridades de Bissau sobre os contornos do incidente.

Com a colaboração do nosso correspondente em Bissau, Mussá Baldé.

Correspondência da Guiné-Bissau 12/02/2018 ouvir