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Guiné-Bissau: linha de emergência para violência contra mulheres

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Imagem da campanha contra a mutilação genital feminina. Cortesia 'Excision, parlons-en!'

Assinalou-se hoje o Dia internacional de tolerância zero para a mutilação genital feminina. Na Guiné-Bissau o Gabinete da ONU, UNIOGBIS, publicou um estudo segundo o qual 50% das mulheres continuam a ser alvo de violência, pondo em causa tanto a sua saúde, como a saúde reprodutiva.


Este órgão lançou também um número de telefone de emergência gratuito para apoiar as vítimas, uma iniciativa da Polícia Judiciária, com apoio da UNIOGBIS e a empresa de telecomunicações MTN.

Basta para o efeito ligar para o número 121 por forma a alertar as autoridades ou entidades responsáveis pela luta contra a violência feita às mulheres e às meninas.

A Liga guineense de direitos humanos, com o apoio financeiro da SWISSAID e ajuda técnica do Fundo das Nações Unidas para a população, levou a cabo um estudo sobre o fenómeno.

O projecto coordenado pela UNIOGBIS e executivo por um consórcio de organizações da sociedade civil lideradas pela organização não governamental Sinim Mira Nasseque publicou nesta data em Bissau os resultados sobre as práticas nocivas e a violência doméstica em Bafatá, Oio, Cacheu e Sector Autónomo de Bissau.

Não obstante a mutilação genital feminina ser punida por lei ela continua a fazer-se no país.

E isto apesar de muitas das mulheres que a praticavam agora terem oficialmente virado as costas à prática, ela agora far-se-ia de forma mais escondida.

Um caso que seria uma violação dos direitos das mulheres e meninas em causa, factor que pesa sobre a respectiva saúde e sobre a saúde reprodutiva em geral.

Catarina Gomes, conselheira de género na UNIOGBIS, o gabinete que coordenou o estudo, revela-nos as grandes linhas do estudo e do funcionamento da linha telefónica de emergência.

Catarina Gomes, conselheira de género na UNIOGBIS 06/02/2018 ouvir