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Guiné Bissau : Artur Silva empossado na chefia do governo

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O Presidente da Guiné Bissau, José Mário Vaz © Sia Kambou, AFP

O Presidente guineense, José Mário Vaz, nomeou nesta Terça-feira, ao fim do dia, o ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Artur Silva, para o cargo de Primeiro-ministro. Este é o sexto chefe do Executivo nomeado pelo actual Presidente guineense no espaço de três anos, e terá como  primeiro objectivo a preparação e realização de eleições legislativas nos próximos meses.


A nomeação de Artur Silva (antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, Ministro da Defesa, da Educação e das Pescas) ocorre duas semanas após a demissão do Governo de Umaro Sissoso Embaló, que ocupou o cargo desde Novembro de 2016.

A tomada de posse de Artur Silva teve lugar nesta Quarta-feira, dia 31 de Janeiro, no Palácio Presidencial, e coincide com a chegada a Bissau duma delegação da CEDEAO, para averiguar o cumprimento do Acordo de Conacri.

Confira aqui a alocução de José Mário Vaz, chefe de Estado guineense, alegando estar inconformado com a instabilidade política que vive o país.

José Mário Vaz, presidente da república guineense 31/01/2018 ouvir

Artur Silva não é apoiado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), vencedor das últimas eleições legislativas, e o seu lٌíder, Domingos Simões Pereira, afirmou nesta Terça-feira, em conferência de imprensa, que o seu partido não aceitaria nenhum outro nome que não fosse o de Augusto Olivais, proposto no âmbito do Acordo de Conacri.

Dois dos cinco partidos com assento no Parlamento guineense, são solidários com a posição do PAIGC relativamente à figura do primeiro-ministro.

Confira aqui a crónica de Mussá Baldé, o nosso correspondente.

Correspondência da Guiné-Bissau 31/01/2018 ouvir

A situação politica na Guiné-Bissau, sobretudo na capital, continua tensa nomeadamente ao redor do partido PAIGC que devia estar, desde terça-feira, no seu nono congresso.

Após várias horas de cerco à sede do partido, a polícia acabou por expulsar do imóvel, situado a um metro do palácio da presidência, os militantes que aguardavam pelo início do congresso.

Os militantes do PAIGC estão agora acantonados junto ao edifício das Nações Unidas.

Por um lado o grupo dos 15 deputados expulsos do PAIGC diz que a solução para a crise no partido passa pelo diálogo entre o líder do grupo, Braima Camará e o presidente do partido, Domingos Simões Pereira e este, por sua vez, acusa o Presidente José Mario Vaz de ser o mandante do ataque ao seu partido.

Os convidados estrangeiros que já se encontram em Bissau, para assistir ao congresso, deslocaram-se esta quarta-feira à casa do líder do partido, Domingos Simões Pereira, para lhe apresentarem a sua solidariedade.

Solidariedade internacional, sobretudo, da CEDEAO, é o que os militantes do PAIGC estão a reclamar e esperam que chegará com a missão de alto nível desta organização que é aguardada esta quarta-feira em Bissau.

Os objectivos da missão da CEDEAO constituem-se na grande questão de momento em Bissau: A missão virá exigir a aplicação do Acordo de Conacri, caso contrário anunciar os nomes de políticos a serem sancionados ou então aceitar como facto consumado Artur Silva, o novo primeiro-ministro proposto e já investido em funções pelo Presidente guineense.

Com a colaboração de Mussá Baldé, correspondente em Bissau.