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Muçulmanos pedem ponderação dos políticos guineenses

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Bissau, capital da Guiné-Bissau ISSOUF SANOGO / AFP

Na Guiné-Bissau,Tcherno Embaló, líder do conselho Superior dos Assuntos Islâmicos diz que a organização está preocupado com as insinuações que alguns líderes estão a fazer e que dão a entender que os dirigentes de confissão muçulmana teriam ligações ao terrorismo.


A escalada verbal que se registe entre a classe política está a preocupar líderes religiosos. A posição foi demosntrada por Tcherno Embaló, presidente do Conselho Superior dos Assuntos Islâmicos, que se mostrou preocupado com os discursos políticos dos últimos dias na Guiné-Bissau e pede contenção e ponderação nas palavras.

O clérigo diz compreender os ataques, mas não aceita que se resvale para insinuações de supostas ligações ao terrorismo como foi referenciado o primeiro-ministro, Umaro Sissoko Embaló, por parte de opositores ao seu governo.

Recorde-se que recentemente Nuno Nabian, candidato derrotado na segunda volta das últimas presidenciais e actual líder do partido Assembleia do Povo Unido, afirmou que números de telemóveis de Umaro Sissoko Embaló teriam sido encontrados em aparelhos celulares de um terrorista abatido num país vizinho da Guiné-Bissau.

O primeiro-ministro negou que alguma vez tenha tido qualquer ligação ao terrorismo e ainda disse que ninguém do seu governo é terrorista.Umaro Sissoko Embaló afirmou que a ser acusado de algum acto terrorismo seria terrorista em prol do desenvolvimento do país.

O imã Embaló diz que não há lugar para divisão dos guineenses com pressupostos étnicos e religiosos e ainda afiançou que não existem terroristas no país.

Correspondência de Mussá Baldé 13/11/2017 ouvir