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Governo Porto Guiné-Bissau Sindicato Protestos Privatização

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Trabalhadores do Porto de Bissau contra Governo

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Porto de Bissau. Flickr.com

O sindicato que representa os trabalhadores do Porto comercial da Guiné-Bissau exortou o Presidente guineense a intervir para impedir o processo já em curso da privatização da empresa, por considerar que isto pode ser "um descalabro para o país".


Está instalado o braço-de-ferro entre o sindicato dos trabalhadores do Porto comercial e o Governo, tudo porque o sindicato está contra a pretensão do executivo em conceder para gestão privada e estrangeira o Porto situado em Bissau.

Segundo fontes do Governo, em Setembro, o Conselho de Ministros deverá anunciar o nome da empresa vencedora de um concurso internacional para ficar com a gestão do Porto. Na calha estão duas empresas, uma filipina e outra francesa, a Necotrans.

O Governo, pela voz do ministro dos Transportes e Comunicações, Fidelis Forbs, diz que está tudo apostos e bem explicado aos colaboradores do Porto de Bissau, estes, através do sindicato, desmentem as declarações do ministro afirmando que nunca foram contactados sobre o processo de concessão do Porto.

Ivo da Silva Cá, presidente do sindicato dos trabalhadores da Administração do Porto, pede a intervenção do Presidente José Mário Vaz para evitar o que diz ser "um descalabro para o país".

Ivo da Silva Cá afirma que não há motivo para a privatização da gestão do Porto, que a infra-estrutura é viável e que é o próprio Estado guineense que quer asfixiar o porto com quem tem uma dívida de mais de cinco mil milhões de francos CFA.

Mais pormenores com o nosso correspondente Mussá Baldé.

Correspondência de Mussá Baldé 29/08/2017 ouvir