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CEDEAO Guiné-Bissau Crise política Libéria José Mário Vaz

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Guiné-Bissau: Cedeao dá mais três meses à ECOMIB

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Primeiro-ministro israelita e presidente liberiana na cimeira da CEDEAO de Monróvia a 4 de Junho de 2017. AFP

 

A CEDEAO prolongou por mais três meses o mandato das tropas da ECOMIB na Guiné-Bissau e decidiu este domingo em Monróvia não adoptar sanções contra nenhum dos actores envolvidos na crise.


O Presidente José Mário Vaz no regresso de Monróvia, admitiu haver divergências no entendimento do Acordo de Conacri,  mas afirmou estar aberto para encontrar uma solução que possa contribuir para a paz e estabilidade da Guiné-Bissau e convidou todos os guineenses a participarem no processo.

O presidente da Comissão da CEDEAO, Marcel Alain de Souza, admitiu que a situação na Guiné-Bissau, no Mali, no norte da Nigéria, no Niger, no Burkina Faso e os recentes acontecimentos na Costa do Marfim apelavam a que se redobre de vigilância.

Mussa Baldé, correspondente em Bissau 05/06/2017 ouvir

Este responsável lançou um "apelo urgente e solene" a todos os protagonistas da crise política guineense para se comprometerem na implementação dos acordos de Conacri, concluídos em Outubro no âmbito de uma mediação da CEDEAO.

O acordo em causa previa a escolha de um primeiro-ministro consensual que deveria manter-se em funções até as eleições legislativas de 2018.

A nomeação pelo presidente José Mário Vaz de Umaro Cissoko Embaló para o cargo tem sido denunciada por múltiplos actores políticos guineenses que instaram a que a CEDEAO adoptasse uma posição firme nesta matéria.

A organização regional que começou este domingo, de acordo com a agência afp, a retirar um primeiro contingente de 65 homens das suas tropas naquele país.

A retirada dos cerca de 500 homens da Ecomib deveria terminar a 30 de Junho.

Enquanto isso a comunidade regional prolongou o mandato das forças na Gâmbia por mais um ano.

A CEDEAO pronunciou-se a favor de um acordo de princípio para a adesão de Marrocos à organização, Rabat que voltou recentemente à União Africana.

O rei marroquino que foi convidado a participar na próxima cimeira da organização, Mohamed VI recusara deslocar-se a Monróvia por o primeiro-ministro israelita participar nos trabalhos da CEDEAO.

A organização que aprovou o pedido da Tunísia para ser membro observador da mesma.

A presença de Benjamin Nethanyahu permitiu a normalização de relações entre Tel Aviv e Dacar após uma crise provocada pela votação na ONU contra colonatos nos territórios palestinianos.

O presidente do Togo, Faure Gnassingbé, foi eleito para dirigir a organização regional sucedendo assim à presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf.