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CEDEAO analisa crise na Guiné-Bissau

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Os chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental reúnem-se este domingo em Monróvia, na Libéria para debater a crise na Guiné-Bissau, com a presença do primeiro-ministro israelita e a ausência do rei de Marrocos. Além da crise na Guiné-Bissau, os chefes de Estado e de Governo também vão debater igualmente a situação no Mali.


Todas as conversas de café, de círculos dos jovens, de analistas políticos e de dirigentes partidárias vão dar à cimeira dos chefes de Estados e de Governos da CEDEAO a decorrer em Monróvia, na Libéria, onde a crise na Guiné-Bissau também é tema dos debates.

A expectativa é grande sobre que decisões serão tomadas pelos líderes da Comunidade Oeste Africana em relação ao impasse político na Guiné-Bissau e se na verdade haverá sanções contra atores políticos guineenses que estão a impedir a implementação do Acordo de Conacri, instrumento patrocinado pela CEDEAO para acabar com a crise no país.

As organizações das mulheres produziram uma carta aberta à CEDEAO alertando para o que dizem ser perigo de a instituição perder a face na Guiné-Bissau se não adoptar medidas correctivas contra políticos guineenses. As associações de jovens prometem manifestações diante da representação da CEDEAO em Bissau para exigir que a organização abandone a Guiné-Bissau.

A União para Mudança, um partido com um deputado no Parlamento, considera que esta é a ultima oportunidade que a CEDEAO e a própria comunidade internacional têm para intervirem no problema da Guiné-Bissau.

"Se desta vez não conseguirem fazer com que seja implementado na íntegra o Acordo de Conacri, a União para Mudança considerará que a comunidade internacional falhou na sua missão de bons ofícios".

O sociólogo e analista político guineense, Dautarim Costa, considera, por isso, que não resta à CEDEAO nada que não seja uma resposta inequívoca face ao problema da Guiné-Bissau caso contrário é a sua própria credibilidade perante os guineenses que estará em causa.

Correspondência de Mussá Baldé 04/06/2017 ouvir