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Guiné-Bissau: sector da saúde entra no segundo mês de greve

Por Isabel Pinto Machado

O nosso convidado hoje é Domingos Sami, presidente do Sindicato dos Técnicos de Saúde Pública na Guiné-Bissau, que estão em greve desde 4 de Abril, para reivindicar melhores condições salariais e laborais.

Com adesão de 100% segundo o sindicato, esta greve, que ontem (3/05) entrou na sua terceira fase deverá durar até 31 de Maio, se o governo não ceder às reivindicações dos técnicos de saúde pública.

A Liga Guineense de Direitos Humanos pediu na semana passada diálogo, moderação, contenção e cedências de ambas as partes, para pôr termo às mortes que este movimento tem provocado, mau grado a manutenção do serviço mínimo, que poderá no entanto diminuir ou mesmo ser suspenso nesta terceira fase de greve.

Dois principais pontos bloqueiam as negociações com o governo: o pagamento dos técnicos de saúde recentemente integrados e o não desconto das faltas devido à greve, mas o sindicato está disposto a abdicar desta última reivindicação, se o governo aceitar aumentar os salários.

Domingos Sami denuncia ainda o desprezo do governo que desde o início da greve há precisamente um mês (4/04) só se disponibilizou para um único encontro de alto nível no dia 26 de Abril, quando o sindicato reclama um encontro com os três ministros envolvidos : Saúde, Função pública e Finanças, e não os respectivos directores e secretários-gerais que não têm poder de decisão.
 

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