rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Imprensa Clima Cúpula Ecologia

Publicado a • Modificado a

O modesto, mas inesperado acordo de Cancún é elogiado pela imprensa francesa

media
Conferência de Cancún sobre o clima termina com acordo modesto. www.cc2010.mx

Os jornais franceses desta segunda-feira 13 de dezembro trazem um balanço da Conferência do Clima de Cancún encerrada no último final de semana. Para os principais diarios do pais, o acordo alcançado foi modesto e inesperado representa um pequeno avanço.


Les Echos diz que o pequeno acordo foi obtido no encontro sobre as mudança climáticas graças aos países emergentes. A adesão da China e Índia a um certo multilateralimo permitiu um compromisso no México, diz o jornal econômico. Nova Deli nas exclui no futuro o estabelecimento de metas de redução de gases que provocam o efeito estufa. Segundo o jornal, o compromisso ratifica o acordo político de Copenhague, mas as metas de redução de emissões de CO2 pouco progrediram, lamenta o Les Echos.

L'Humanité diz que Cancún foi um pequeno passo para a humanidade e um grande passo para os empresários. Energia verde, carros ecológicos, bancos solidáios: o tempo em que as multinacionais negavam o aquecimento global parece ter ficado para trá, analisa o jornal comunista. Conscientes do potencial lucrativo dessas mudanças climáicas, as industrias tentam ganhar e impor suas regras para lutar contra o aquecimento global, diz L'Humanité.

Para o católico La Croix, o acordo sobre o clima foi modesto, mas pela primeira vez o obetivo de limitar a alta das temperaturas foi imposto. Essa conclusão era inesperada, afirma o jornal, e o acordo foi aplaudido de pé pelos representantes dos cerca de 200 países presentes a reunião organizada pela ONU.

Libération explica que o acordo de Cancún prevê a criação de um fundo verde para ajudar os países do sul a lutar contras as consequências do aquecimento global e um programa contra o desmatamento. Um especialista entrevistado pelo jornal garante que a ONU sai reforçada dessa conferência. "Cancún merece ser elogiado não porque resolveu tudo, mas porque decidiu resolver o que estava a sua altura", conclui o jornal de esquerda.