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França homenageou polícias mortos

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Emmanuel Macron homenageou quatro polícias assassinados em Paris a 8 de Outubro de 2019. Francois Mori/Pool via REUTERS

O presidente francês homenageou hoje os quatro polícias apunhalados mortalmente por um colega na quinta-feira passada em Paris. Emmanuel Macron apelou na capital à unidade da nação em torno das suas forças da ordem. As duas câmaras do parlamento observaram também minutos de silêncio em homenagem aos polícias assassinados.


Uma comissão de investigação começará os seus trabalhos na próxima semana, por decisão da câmara baixa do parlamento.

Na quinta-feira no Governo civil de Paris, que acolhe a sede da polícia, um agente do serviço informático apunhalou uma série de colegas.

Quatro pessoas morreram, uma quinta ficou ferida, mas está agora fora de perigo.

O homem, Mickaël Harpon, acabou por ser abatido, tratava-se de um cidadão oriundo da ilha da Martinica, casado com uma marroquina e convertido ao Islão há mais de uma dédada.

Eric Ciotti, deputado dos Republicanos, partido de direita, será provavalmente o relator ou o presidente da comissão em causa.

Este admitiu terem existido "falhas" e pretender obter a verdade sobre o ocorrido.

Numa primeira fase o ministro do interior, Christophe Castaner, tinha alegado não se ter nenhum indício de comportamento suspeito prévio do autor do drama.

Posteriormente vários colegas relataram mesmo que ele se regozijara com o atentado de 2015 na redacção do jornal satírico "Charlie Hebdo" pelo tratamento dado a assuntos relativos ao Islão.

Foi encontrado no seu escritório uma pen drive com vídeos de propaganda do autoproclamado Estado Islâmico e dados relativos a colegas.

O autor do ataque teria frequentado pessoas de movimentos salafistas.

O ministro garante que doravante qualquer alerta ligado ao radicalismo seja "automaticamente accionado".

A esposa de Harpon que esteve sob custódia policial foi solta na noite de domingo passado.

O chefe de Estado francês apelou numa homenagem na sede parisiense da polícia a que se combate sem esmorecer o "terrorismo islamita", Emmanuel Macron apelou à união em torno das forças da ordem.

"Quatro polícias morreram. Tinham escolhido usar um uniforme e consagrar a sua vida a proteger os outros.

Morreram em serviço, no trabalho.

Como aqueles que, antes deles, foram vítimas do terrorismo islamita desde 2015.

O que está em causa é mesmo o combate de uma nação inteira contra os que pretendem amordaçar a liberdade, as mulheres, a civilização.

Contra os que querem dividir, separar, manipular... por isso unamo-nos atrás das nossas forças da ordem, não apenas quando elas são abaladas por tais dramas, mas quando elas agem no dia-a-dia."

Emmanuel Macron, presidente francês 08/10/2019 ouvir