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OMC autoriza Estados Unidos a aplicar taxas alfandegárias à Europa

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas quer a nível nacional quer a nível internacional.

LE MONDE, titula, Trump, vira as baterias contra a Europa após luz verde da OMC. A Organização mundial do comércio autorizou os Estados Unidos a impor 7,5 mil milhões de dólares de taxas alfandegárias aos países europeus. França, Reino Unido, Alemanha e Espanha são particularmente visados por terem concedido subvenções ilegais a aviões Airbus.

Os Estados Unidos decidiram no entanto aplicar uma taxa moderada sobre os aviões mas carregam nas importações agrícolas ou industriais adoptando uma taxa de 25% para esses produtos. Os vinhos franceses e espanhóis, azeite de oliva, whisky, queijos ou maquinaria alemã deverão ser taxadas até 18 de outubro.

A administração Trump evita declarar guerra porque a OMC deve sancionar igualmente os Estados Unidos que subvenciam também aviões Boeing, nota, LE MONDE.

Viver na Amazónia, titula, LA CROIX. A 3 dias do começo do Sínodo consagrado às apostas do território da Guiana francesa, o jornal católico, nota na sua reportagem que aldeias dos ameríndios estão submetidas a múltiplas pressões a começar por tráficos de garimpeiros ilegais e poluição.

Cidadãos franceses, os wayanas têm dificuldades em encontrar o seu lugar num mundo em mutação particularmente os jovens, acrescenta, LA CROIX.  

Mudando de assunto, por cá em França, LE FIGARO, titula, pensões de  reforma, imigração... Macron em todas as frentes. Ele devia concentrar-se nas questões mais soberanas, mas o chefe de Estado que protagoniza hoje o grande debate sobre as pensões retoma o seu estilo de hiperpresidente.

Pensões, imigração, ecologia, não faltam matéria onde o presidente não tenha uma palavra a dizer. Macron lançou hoje o ciclo de discussões com os franceses presidindo o primeiro debate em Rodez sobre as pensões de reforma. No centro da arena, como em Biarritz, em fins de agosto, para a cimeira G7, está de volta o mágico Macron, nota, LE FIGARO.

Directores de escolas, oiçam o nosso grito de alarme, titula, L'HUMANITÉ. Uma semana depois do suicídio de Christine Renon, os directores de escolas apelam à greve em Seine-Saint Denis, arredores de Paris. O fim trágico da directora duma escola de Pantin sacode toda a instituição. Entre homenagens e reivindicações, manifestações ocorreram hoje em toda a França para exigir soluções ao sofrimento do pessoal das escola.

Uma directora de escola trabalha 50 horas por semana, no mínimo, a sua situação é insuportável e há uma degradação da profissão nos últimos 10 anos, são alguns dos gritos lançados por directores e directoras de escolas em França, nota, L'HUMANITÉ.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, Rouen, geografia do risco. O incêndio de Lubrizol recorda que a França é um país industrial, onde as fábricas foram durante muito tempo instaladas nas cidades, antes que acidentes e poluições não viessem criar uma desconfiança geral e uma política de gestão de riscos complexa a implementar. O incêndio da fábrica em Rouen coloca um travão da transição ambiental lançada por eleitos de esquerda há 20 anos, nota, LIBÉRATION.

Enfim, sobre a África, LE MONDE, destaca Burkina Faso, sob a ameaça jiadista é um estado à beira do descalabro. Uma grande parte do território deste país africano escapa ao controlo do Estado que começa perceber a dimensão da multiplicação dos ataques de grupos armados e milícias ditas de autodefesa.

Entre fevereiro e setembro, o número de deslocados no país passou de 87 mil para 289 mil. A França quer evitar uma regionalização do conflito, mas as autoridades de Burkina Faso estão pouco inclinadas a intensificar  a sua colaboração com Paris apesar das fraquezas das suas forças de segurança, nota, LE MONDE.

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