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Hong Kong, violência, China popular e França, incêndio em Rouen

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por dois assuntos: a nível nacional, reacções pós-incêndio de fábrica em Rouen, e os 70 anos da China popular, a nível internacional.

Hong Kong: endurecimento da contestação contra Pequim, titula, LE MONDE. Novas manifestações foram duramente reprimidas ontem pela polícia provocando oficialmente 66 feridos dois dos quais graves. Enquanto a China comemorava os 70 anos da República popular os militantes pró-democracia de Hong Kong desafiaram de novo Pequim nas ruas.

Os confrontos foram muito violentos, o vandalismo contra lojas comerciais pró-cinesas ou estações de metro. A revolta da juventude foi igualmente expressa através da arte e imagens divulgadas nas redes sociais.

No seu editorial, um país, duas comemorações, LE MONDE, sublinha, que do lado de Pequim, temos uma foto de Xi Jinping, num carro militar, num desfile à Estaline, enquanto, uma mesma imagem de Xi, do lado de Hong, está coberta de ovos lançados pelos manifestantes.

Do lado de Pequim, um Partido comunista razão do sucesso da China, ao passo que do lado de Hong Kong, uma onda de protestos de de livre expressão que nada parece parar, sublinha, o editorial do vespertino, LE MONDE.  

Mudando de assunto, por cá, em França, LE FIGARO, titula, Rouen, persite o mal-estar, Estado aposta na transparência. Após o incêndio da fábrica Lubrizol, mais de 40 queixas crimes foram apresentadas por pessoas singulares. Face a acusações de opacidade, o executivo tenta corrigir o tiro, na sua comunicação de crise. O primeiro ministro prometeu ontem que os resultados de testes na águ no ar e em terra, serão tornados públicos à media que vão chegando, nota, LE FIGARO.

Rouen, sair da bruma, titula, LIBÉRATION. Mesmo se até agora não houve provas de perigo para a saúde das pessoas, a comunicação tremida depois do incêndio da fábrica de Lubrizol, fez oscilar os habitantes entre a revolta e dúvidas. Paira pois no ar de Rouen suspeições, sobre tudo, com manifestantes, a dizer que estão a esconder-nos a verdade, acrescenta, LIBÉRATION.

Rouen, uma desconfiança que vem de longe, titula, LA CROIX. Cerca duma semana depois do incêndio, o Estado não consegue tranquilizar a população. A fumaça que paira no ar de Rouen é tóxica? Devo levar as crianças à escola ou deixá-las brincar ao ar livre? Questões que preocupam os pais e encarregados de educação.

O que é melindroso para a ciência é  esta desconfiança em relação às instituições políticas, afirma um especialista científico, ao jornal LA CROIX. 

Trabalho igual a autorização de residência, é o título do jornal L'HUMANITÉ. Uma greve hoje na região da Ilha de França para exigir a regularização de 12 movimentos sem doucmentos e denunciar a impunidade patronal no contexto do debate nauseabundo sobre a política migratória.

Mais de 1000 trabalhadores que trabalham sem autorização de residência juntaram-se ao apelo da confederação sindical comunista, para mostrar que não são escravos, nota, L'HUMANlTÉ;

Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE dá relevo à Tunísia, onde manter Karoui na prisão ameaça o escrutínio presidencial. Qualificado para uma segunda presidencial a 13 de outubro o magnata da televisão está na impossiblidade de participar na campanha. Envolvido num escândalo de fuga aos fisco, Karaoui, viu de novo o seu pedido de soltura chumbado ontem pêla câmara de acusação do Tribunal de Relação de Tunes.

"Começamos a duvidar seriamente sobre a continuidade destas eleições", declarou um diplomata estrangeiro na capital tunisina, ao jornal LE MONDE.

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