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China exibe poderio militar nos 70 anos do regime comunista

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas com destaque para dois assuntos, continuam homenagens ao ex-presidente francês, Chirac falecido a semana passada e os 70 anos da China comunista.

De Mao a Xi, o poderio do Meio, titula, LIBÉRATION. Parada militar, festividades em grande e tendo pelo meio a crise em Hong Kong, Pequim exibe o seu poderio para celebrar os 70 anos da República popular da China. A paranóia assaltou as ruas da capital e nunca o poder comunista organizou um tal desfile militar hoje com 15 mil soldados, 160 aviões militares e 500 engenhos militares exibidos ao mundo.

No seu editorial intitulado, Utopia desumana, LIBÉRATION, escreve que esta terça-feira, em Pequim, são celebrados dois Imperadores, Mao Tsé Tung e Xi Jinping, o das origens e duma China ultra-comunista da utopia desumana de milhões de mortos e o de hoje duma China ultra-capitalista.

Por seu lado, LE MONDE, escreve que Xi encena a potência chinesa. Por ocasião dos 70 anos da República popular, Pequim exibe novas armas, enquanto em Hong Kong, os pró-democratas decretaram um dia de luto nacional. De um lado, Pequim celebra o milagre chinês dum país poderoso e moderno, e, doutro, em Hong Kong, manifestantes estão decididos a perturbar as celebrações, nota, LE MONDE.

Mudando de assunto, por cá, em França, LE FIGARO, titula, o último homem, referência a Jacques Chirac. Os principais actores da vida política francesa e vários chefes de Estado estrangeiros participaram nas cerimónias em homenagem à memória do antigo presidente francês.

No seu editorial intitulado, um homem do mundo, LE FIGARO, nota, que Chirac, impunha-se nos aerópagos mundiais com o seu físico de gigante e a sua linguagem frontal. Na sua juventude percorreu a América, ficou chateado como dizia com a sua má tradução do poeta russo Puchkine, cultivava uma afinidade pessoal com o mundo árabo-muçulmano e alimentava um apetite excessivo pela Ásia e as artes primeiras.

Automóvel, a avaria, titula, L'HUMANITÉ. Os construtores alertam para a baixa do mercado mundial, apesar de serem responsáveis pela desindustrialização. Em 2020, sairão das fábricas francesas, 1 milhão e 700 mil carros, contra os 2 milhões e 250 mil veículos em 2018.

A indústria automóvel prepara-se para viver uma das piores crises da sua história, titulava, o jornal, Tribune, citado, agora, por L'HUMANITÉ, que alerta para as multas que vão ser aplicadas em 2021 aos construtores que não estarão em condições de respeitar as normas de Bruxelas.

Sob pressão do Parlamento europeu, que adoptou, em 2014, um limite do dióxido de carbono, os construtores estão encostados à parede no que respeita às suas escolhas de motorização. Esta mudança tecnológica a favor de energias descarbonizadas poderia significar um duro golpe ao emprego francês. Em 2030, perderemos 15 mil empregos no sector automóvel, em França, acrescenta, L'HUMANITÉ.

Enfim, em relação à África, LA CROIX, titula, o calvário de um apóstata. Mohamed Cheick Mkheitir, acaba de obter direito de asilo em França, após 6 anos passados nas masmorras da Mauritânia, devido às suas opiniões religiosas. Ele conta a sua história ao jornal LA CROIX expondo à luz do dia os atentados às liberdades e o sistema de castas que subsiste na Mauritânia.

"Não há mistura de castas e nas ruas toda a gente sabe se alguém é beidana, casta de homens livres, dirigentes, guerreiros e marabús, ou se é malmina ou haratina, que não vão à escola", afirma Mkjeitir, ao jornal, após sua exfiltração da Mauritânia, onde foi condenado à morte por apostasia em 2014 e passou 6 anos nas prisões daquele país africano.

"Uma garrafa para mijar, uma velha lata de atum para fazer as necessidades fecais e em 7 meses só me lavei duas vezes", declara ainda Mohamed Mkheitir, que se tornou apóstata por ter criticado a instrumentalização da religião para justificar o racismo contra as castas desprezadas como artesãos malminas, acrescenta, LA CROIX

Enfim, LE MONDE, traz uma entrevista com o primeiro ministro sudanês, Abdallah Hamdok, a afirmar que "as sanções americanas asfixiam o Sudão. "A inflação é galopante, nossa moeda fraca, há penúria de produtos em todos os sectores e nossa economia está em falência", afirma, o primeiro ministro sudanês, ao LE MONDE. 

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