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Irão e Clima dominam trabalhos na ONU em Nova Iorque

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas entre assuntos da actualidade nacional e internacional. 

As incoerências de Trump frente ao Irão, titula, LE MONDE. A questão iraniana vai dominar os trabalhos da assembleia geral da ONU que começam hoje em Nova Iorque. A estratégia levada a cabo por Washington não é lisível desde a denúncia unilateral de acordo sobre o nuclear iraniano em 2015.

Donald Trump pensa que pode aplicar sanções brutais contra o Irão e paralelamente mostrar-se aberto à ideia de negociação mais favorável.

Macron, que vai encontrar-se com os presidentes americano e iraniano, quer aproveitar-se desta conferência da ONU para apaziguar as tensões. Para o presidente francês, que espera prolongar a dinâmica do G7 de Biarritz, alguma coisa pode acontecer, em Nova Iorque, nota, LE MONDE. 

Agora ou nunca, titula, LIBÉRATION, para se referir ao clima. A cimeira especial da ONU sobre o clima começou hoje em Nova Iorque nas ausências muito notadas de Trump e de Bolsonaro. Face aos esforços a serem cumpridos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou os países a parar com os discursos bonitos e passar ao acto adoptando compromissos concretos.

Quatro anos após a euforia política e mediática provocada pelo acordo de Paris sobre o clima faz um balanço dos esforços efectuados ou não pelos Estados signatários.

A França, no capítulo dos objectivos comprometeu-se a reduzir 20% de emissões de gás do efeito de estufa até 2020 e menos 40% até 2030 em relação a 1990 e uma neutralidade de carbono até 2050.

Os Estados Unidos têm como objectivo reduzir 26% a 28% de emissões de gás de efeito de estufa até 2025 em comparação com 2005, enquanto a China, já atingiu o pico de emissões de gás de efeito de estufa, ocupando o triste recorde de país mais poluidor do mundo.

Dos 183 Estados que ratificaram o acordo de Paris, os bons alunos são as ilhas Marshall, Costa Rica, India, Filipinas, Butão, Marrocos, Gâmbia ou Etiópia, nota, LIBÉRATION.

Agir pelo Planeta, replica, LA CROIX. No momento em que começa a cimeira da ONU, sobre o clima, o jornal designa 3 prioridades para esperar conter o aquecimento global sob a barreira dos 2° centígrados. São elas, consumir menos de energia, modificar nossos hábitos alimentares e circulação de modo diferente sabendo que o sector do transportes é responsável por 15% das emissões mundial do dióxido carbono, nota, LA CROIX.

Mudando de assunto, por cá em França, LE FIGARO, titula, Bioética: as armadilhas da proposta de lei PMA. A guerra da procriação medicamente assistida para todas terá lugar?

Com o texto a dar entrada na Assembleia, o governo faz tudo para evitar novos debates fugosos sobre esta medida essencial da lei de bioética. Até porque a Academia nacional de Medicina considera num parecer tornado público que a concepção deliberada privada de pai é um risco para o seu desenvolvimento psicológico e sua felicidade.

É um texto de todos os perigos, mas foi bem preparado, disse a semana passada, o Presidente Macron, aos parlamentares da sua maioria, num encontro antes do documento chegar à assembleia, nota LE FIGARO. 

Por seu lado, L'HUMANITÉ, pergunta, sobre o escândalo do grupo farmacêutico Mediator, quantos culpados? O escândalo do Mediator é um crime industrial e não um pequeno erro nem um acidente, afirma a especialista de pneumonologia, Irène Frachon, que pilotou a luta em defesa das vítimas.

O seu livro Mediator, quantos mortos, traz fotos de 180 rostos a preto e branco, uns com cicatrizes e outros retratando operações cirúrgicas, todos vítima de moléculas de medicamentos fabricadas pelo grupo farmacêutico e prejudiciais para a saúde das pessoas.

O julgamento do grupo Mediator começou hoje num tribunal de Paris, sublinha, L'HUMANITÉ.

Em relação à África, LE MONDE destaca um manifesto de 470 marroquinas e marroquinos contra a repressão sexual, intitulado, Nós estamos na ilegalidade.

São mais de 470 mulheres e homens, cidadãos marroquinos que assinam um abaixo-assinado redigido pela romancista Leila Slimani e a realizadora, Sonia Terrab. Elas e eles reclamam a anulação de leis reprimindo as liberdades sexuais e afirmam a sua solidariedade com as vítimas desta legislação. Testemunha disso é a prisão da jornalista Hajar Raissouni por aborto e relações sexuais extra-conjugal, nota, LE MONDE. 

 

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