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Macron cria crispação na sua maioria sobre imigração em França

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões de política social e de sociedade em França, como trabalho e aposentadoria, justiça ou imigração.

Imigraçao: Macron semeia discórdia na sua maioria, titula, LE FIGARO. Ao centrar o seu discurso na segurança e imigração, o chefe de Estado, introduziu uma certa crispação no seio duma parte dos parlamentares do seu partido República em Marcha, reunidos, hoje, em S. Denis, na presença do primeiro ministro, Édouard Philippe. 

Para LE FIGARO é uma ocasião do chefe da maioria, reafirmar a sua vontade em trabalhar em colaboração estreita com os parlamentares, enquanto os Republicanos, reunidos igualmente hoje na sua jornada parlamentar, tentam uma estratégia para não deixarem Macron ter protagonismo nestas temáticas que geralmente pertencem à esfera da direita e da extrema direita.

Trabalhar mais sim mas... titula, LA CROIX. A vontade do governo recuar a idade efectiva da aposentadoria choca com resistências dos patrões que torcem o nariz quando pedidos a recrutar séniores. São os paradoxos dos franceses.

Se os mais velhos nunca trabalharam tanto na sua vida activa, sentem-se, porém, estigmatizados e são os primeiros afectados pelo desemprego de longa duração. Para aqueles que acumularão emprego e pensões de reforma os seus rendimentos da sua actividade laboral representam em média 30% daquilo que recebem num ano, acrescenta, LA CROIX.

França Insubmissa, o julgamento de opositores, titula, L'HUMANITÉ. Referência ao julgamento de Jean-Luc Mélenchon, deputado da França Insubmissa e ex-candidato às eleições presidencia, que começou hoje acusado por rebelião e provocação.

Os dirigentes da França Insubmissa denunciam uma manobra política. O líder Jean-Luc Mélenchon e 5 outros insubmissos a ser julgados vão tentar durante as audiências transformar este processo numa tribuna de denúncia da instrumentalização da justiça, nota L'HUMANITÉ.

Processo Mélenchon, em letras vermelhas, fazendo recordar os célebres Processos de Moscovo, mandem entrar o acusador, titula, LIBÉRATION. Um ano depois da rusga da polícia à sede do seu partido, o líder da França Insubmissa comparece perante o Tribunal de Bobigny por actos de intimidação contra autoridade judicial, rebelião e provocação. Mélenchon denuncia um julgamento político.

O ex-candidato às eleições presidenciais, esfrega as mãos de contentamento, porque não estará sozinho no banco dos réus. Com ele, outros camaradas de partido, a imprensa e os holofotes da televisão estarão presentes e muitos dos seus apoiantes e gente anónima.

Convencido que o governo procura a sua queda, Jean-Luc Mélenchon, grande tribuno, está ansioso por transformar o processo numa peça dramática. Começou treinos de aquecimento ontem na Universidade Sorbonne, falando à ex-Presidente do Brasil, Dilma Roussef, para os jornalistas ouvirem.

"Vive-se um momento muito especial em França, "o Senhorzinho é muito violento (referência implícita a Macron) como o vosso Bolsonaro". Estes dias vem denunciando igualmente técnicas de lutas do poder para reduzir em cinzas os opositores, sublinhando que o seu julgamento não passa de um processo político para nos destruir", acrescenta, LIBÉRATION.

Mudando de assunto, no internacional, LE MONDE, titula, crescimento mundial: diagnóstico choque da OCDE. A Organização de cooperação e de desenvolvimento económicos reduziu em baixa as previsões de crescimento. O crescimento mundial não deve chegar aos 2,9% em 2019 e 3% em 2020, o seu pior resultado desde 2008.

Os países ricos e os emergentes, deverão igualmente ser afectados. E o Produto interno bruto em França crescerá apenas 1,2% em 2020. Tensões proteccionistas, guerras comerciais americanas, Brexit e o preço de petróleo agravam as incertezas e a redução das taxas do Banco federal americano é muito contestado internamente, acrescenta, LE MONDE.

O mesmo vespertino destaca ainda Israel, Benny Gantz quer pôr fim ao reinado de Bibi. O Partido Azul e Branco do antigo chefe do estado maior do exército, Lieberman está à frente nas legislativas quase em igualdade com o Likud do actual primeiro ministro, Netanyahu.

No momento em que começam conversações para a formação do governo, Netanyahu, convidou o general Benny Gantz, a formarem um governo de união nacional, mas o líder do partido Azul e Branco, está mais interessado em ter uma vida política israelita virada para o centro. 

Enfim, sobre a África, LE MONDE, escreve que na Tunísia está de regresso o gostinho da revolução. A democracia eleitoral normaliza-se e os tunisinos votaram num quadro pacífico, transparente e despedido de coerção.

Mas há vários tunisinos que duvidam deste excesso de optimismo e não estão completamente convencidos pela leitura positiva do diapasão democrático.

Porque, dizem eles, que o processo de obsolescência que atingiu o "establishment" tunisino pós-2011 foi duma rapidez preocupante. E uma razão para esta reticência é que a insurreição eleitoral que houve não ponha em risco instituições frágeis, inacabadas e nascidas de um consenso reversível, nota LE MONDE. 

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