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Israel e as legislativas, imigraçao em França,Tunísia e presidencial

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas entre assuntos que vão da imigração, passando pelo clima até às eleições israelitas. 

Eleições em Israel: Netanyahou perde a sua aposta, titula, LE MONDE. Esta manhã não havia um vencedor claro das eleições legislativas de ontem em Israel, colocando o país numa situação incerta. O Likud de Benjamim Netanyahou e o seu rival, o Movimento Azul e Branco, de Benny Gantz, estavam taco-a-taco. Segundo a comunicação social israelita, nenhum dos dois conseguiria os 61 lugares necessários à obtenção duma maioria no Knesset, que é o parlamento.

Para o primeiro ministro cessante que não conseguiu uma margem de manobra folgada e envolvido em escândalo de corrupção o resultado em si é um fracasso. O partido de Avigdor Lieberman, com 9 lugares, poderia servir de fiel da balança em eventuais conversações, sublinha, LE MONDE.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, Quando o clima dita a lei. Ao considerar legítima a acção de dois militantes ecologistas que retiraram da parede duma câmara municipal a fotografia do Presidente da república um juiz suscita polémica. A decisão é espectacular e totalmente inédita.

Ontem à noite um juiz de Lyon inocentou dois homens que tinham retirado dois quadros com a foto do Presidente Macron duma câmara municipal, considerando que o delito, roubo numa reunião, tinha sustentação como um motivo legítimo, já que agiram contra o aquecimento global, facto constante e que afecta gravemente o futuro da humanidade.

Para o professor de direito penal, Olivier Cahn, retirar um quadro não é um comportamento brutal e nesse contexto a ausência de violência permite ao juiz reconhecer a legitimidade da acção.

Pelo contrário, o constitucionalista, Olivier Duhamel, lamenta uma decisão que pode dar razão a aqueles que acusam juizes de terem motivações políticas, sublinhando que o juiz está lá para dizer o direito, acrescenta, LIBÉRATION. 

Mudando de assunto, L'HUMANITÉ, titula, imigração, Macron brinca com o fogo. Perante parlamentares da sua maioria o chefe de Estado recuperou a retórica da União Nacional de Marine Le Pen. Macron apelou a sua maioria e o seu governo à firmeza sobre o desvio do direito de asilo para evitar ser um partido burguês que ignora a opinião das classes populares seduzidas pela extrema direita.

Mas há que recordar as condições do nascimento da República em Marcha de Macron, símbolo do sucesso burguês e de braços dados com os meios de negócios. Por outro lado, há que considerar que as camadas populares não estão reféns eleitorais duma extrema direita. E é este espantalho que o Presidente Macron tenta agitar para melhor se posicionar num duelo presidencial com Marine LE Pen, acrescenta, L'HUMANITÉ.

Direito de asilo, a França demasiada acolhedorada?, pergunta em título, LA CROIX. Macron, adoptou um tom severo sobre a imigração, insistindo nos pedidos de asilo que aumentaram. Macron reafirmou que acreditava no direito de asilo mas que "os fluxos de entrada nunca estiveram tão baixos na Europa enquanto os pedidos asilo em França nunca estiveram tão altos", acrescenta, LA CROIX.

Imigração, Macron quer acabar com a tese de recusa da verdade, titula, LE FIGARO. A 6 meses das eleições municipais, a segurança e a imigração tornam-se temas centrais da segunda metade do seu mandato presidencial. E a 15 dias de um debate sobre a imigração o chefe de Estado impoe um novo ritmo à sua maioria e ao governo, nota, LE FIGARO.

Enfim, em relação à África, LE FIGARO, escreve sobre a Argélia que de paralisada tenta abrir-se. Dezenas de grandes patrões postos na prisão ou manifestantes hostis à eleição presidencial de 12 de dezembro são temas de conversa do dia-a-dia. A incerteza política pesa duramente na economia argelina. Como reclamavam os meios de negócios, as autoridades decidiram abrir as portas a capitais estrangeiros, nota, LE FIGARO.

Por seu lado, LA CROIX, destaca as últimas eleições na Tunísia. Todos os tunisinos têm razões para estarem orgulhosos destas eleições de 15 de setembro, com Kais Saied a ganhar a primeira volta das presidenciais, com 18,4% e em segundo lugar Nabil Karoui com 15,6%. São estes dois candidatos da sociedade civil que vão disputar a segunda volta.

Mas, Nabil Karaoui, concorreu na primeira volta, estando na cadeia. Há rumores de que ele possa ser libertado nos próximos dias, mas o Supremo Tribunal rejeitou a sua liberdade.

Outras versões que circulam na Tunísia é que ele pode concorrer à fnal mesmo estando na prisão ou então que a sua candidatura seja invalidada, segundo o constitucionalista Yadh Ben Achour, e neste caso, seria declarado vencedor e Presidente, o seu adversário Kais Saied, vencedor da primeira volta, acrescenta LA CROIX.

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