rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Dilma Rousseff França Paris Brasil Luiz Inácio Lula da Silva Jair Bolsonaro

Publicado a • Modificado a

Dilma Rousseff pediu apoio para Lula da Silva em Paris

media
A antiga Presidente do Brasil, Dilma da Silva, ao centro, no anfiteatro Richelieu na Universidade da Sorbonne, em Paris. 17 de Setembro de 2019. Carina Branco/RFI

A antiga Presidente do Brasil, Dilma Rousseff, esteve na Universidade da Sorbonne, esta terça-feira, em Paris, onde denunciou o “golpe” que a tirou do poder, disse que o novo presidente Jair Bolsonaro “não tem o chip da moderação” e chamou-o de “neofascista” e “misógino”. Dilma Rousseff pediu, também, apoio internacional para a libertação de Lula da Silva.


Um anfiteatro histórico da Universidade da Sorbonne encheu-se de pessoas para ouvir Dilma Rousseff, antiga presidente do Brasil destituída por um “impeachment”. Com bandeiras do Brasil e uma faixa a dizer “Lula Livre”, Dilma Rousseff chegou à sala e foi recebida por uma longa salva de palmas.

O decano da instituição saudou a sua coragem, denunciou o “golpe” que a tirou do poder, as “ameaças” que pairam na educação brasileira com o novo governo e o “período negro” que vive o Brasil na era Bolsonaro.

Depois de discorrer sobre as razões que levaram à sua destituição e louvar todas as medidas de Lula da Silva que “tiraram o Brasil da pobreza", a antiga Presidente trouxe uma mensagem clara a Paris: pedir solidariedade para que libertem Lula da Silva.

Dilma Rousseff também denunciou que o novo Presidente, Jair Bolsonaro “nao tem o chip da moderaçao”, classificou-o de “neofascista que bate continência aos Estados Unidos” e lamentou todos os ataques misóginos dele contra as mulheres, nomeadamente a primeira-dama francesa, Brigitte Macron, a antiga Presidente chilena e Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, e ela própria.

Dilma Rousseff apela à solidariedade com Lula da Silva 18/09/2019 ouvir

A antiga chefe de Estado também sublinhou que "o Brasil é o segundo maior país negro do mundo” e que "o controlo violento da população é um traço da escravidão". "É importante saber que o nosso povo é produto de 350 anos de escravidão e que a elite brasileira é produto também de escravidão, a classe média também. Os brancos pobres eram geralmente os executores da escravidão e o controlo violento da população é um traço da escravidão", defendeu.

Dilma Rousseff 18/09/2019 ouvir

Dilma Rousseff também participou no sábado na "Fête de l'Humanité", evento organizado pelo jornal comunista L’Humanité em La Courneuve, nas imediações de Paris, e esteve esta segunda-feira numa conferência sobre "a crise da democracia na América Latina e no mundo" no Instituto de Ciências Políticas de Paris.