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Miala, Mestre espião do Presidente angolano João Lourenço

Por João Matos

Abrimos a Imprensa Semanal com LA LETTRE DU CONTINENT, que destaca Angola, João Lourenço, premeia o mestre-espião Miala.

Em pleno verão um decreto presidencial ordenou um reforço do orçamento do Serviço de Inteligência Externa de 18 milhões de euros. Uma soma destinada a apoiar o desenvolvimento de núcleos operacionais do serviço sob a responsabilidade desde o ano passado do general Fernando Garcia Miala, demitido das mesmas funções em 2016 por José Eduardo dos Santos e repescado pelo novo presidente angolano, João Lourenço. 

Dispondo duma vasta rede africana, Miala esteve durante muito tempo implicado nos assuntos congoleses fazendo parte de círculos próximos do antigo presidente congolês da RDC, Joseph Cabila.

Coincidência: João Lourenço acaba de se associar com o seu homólogo da RDC, Félix Tshisekedi, para levar a cabo uma mediação entre Uganda e Ruanda. Na era de José Eduardo dos Santos, o general Miala, era interlocutor do homem de negócios francês, Pierre Falcone, antes de perder para o seu adversário no seio da Presidência, o general Manuel Hélder Dias, "Kopelipa".

Kopelipa, contribuiu para o afastamento de Miala e introduziu outros homens de negócios franceses, em Angola, estando na primeira linha, Vincent Miclet, nota LA LETTRE DU CONTINENT.

Por seu lado, o semanário JEUNE AFRIQUE, destaca também a RDC, um governo ingovernável? Pletórica tendo em conta os recursos orçamentais do país, redundante nos vários postos e largamente inexperiente, a nova equipa dirigente é fruto de um compromisso improvável entre o antigo e o novo Presidente.

Mas é com esta equipa que o Presidente, Tshisekedi, terá de fazer a mudança do pais tão esperada pelos congoleses da RDC, acrescenta a JEUNE AFRIQUE.

LE MONDE DIPLOMATIQUE dá relevo a um Estado garganta funda a manobrar no Sudão. Pela primeira vez desde há vários anos, os militares devem partilhar o poder com os civis que dominam o conselho soberano instalado a 21 de agosto. Mas o exército monopoliza os ministérios mais importantes, como Defesa e Interior.

As mudanças políticas no Sudão, com apoio do Presidente egípcio, Al-Sissi, inscrevem-se na continuidade do imperialismo egípcio no Vale do Nilo e representam a esperança duma vitória absoluta do campo islamo-conservador que luta para impor a sua hegemonia desde 2011.

No estrangeiro poucos observadores compreenderam esta revolução nostálgica no Sudão, nota LE MONDE DIPLOMATIQUE.

Por sua vez, LE POINT, que faz a sua capa com um especial vinhos franceses e  feiras, seleciona 514 garrafas do melhor vinho francês, escreve também sobre o continente africano, o caso da Tunísia uma anomalia feliz. Em vésperas de eleições presidenciais a Tunísia continua a ser uma preciosa excepção de democracia no mundo árabe. Se continuar a experiência democrática tunisina, ela provará que o Islão é commpatível com a modernidade.

L'OBS, dá-nos conta de um novo livro de Thomas Piketty, "Capital e ideologia", livro que defende numa entrevista exclusiva que já é tempo de ultrapassar o capitalismo.

Traça a história mundial das desigualdades e afirma que este novo volume é superior ao seu anterior bestseller mundial "Capital no século XXI. O novo "Capital e ideologia", alarga a visão do anterior livro e concentra-se sobre as sociedades organizadas em três classes, a nobreza, o clérigo e os trabalhadores e estuda também as sociedades esclavagistas, coloniais, comunistas, pós-comunistas, sociais-democrtas ou as castas na India, no Brasil, na China e na Rússia.

Perguntado pelo L'OBS, qual dos dois livros tem a sua preferência, Piketti, afirma ao semanário, que se alguém tiver de ler um deles, então tem de ser este útimo, "Capital e ideologia", de mais de 1200 páginas.

 

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