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Cimeira em França dos países do G7 sem grandes perspectivas

Por João Matos

Cimeira G7, Brexit ou as reformas que o presidente francês Macron tem de enfrentar depois das férias de verão, são alguns dos destaques da imprensa francesa.

G7, Brexit, pensões: os objectivos de Macron, titula, LE MONDE. O chefe de Estado, desenvolveu ontem em pormenor a sua visão dos grandes desafios do mundo, a 3 dias da cimeira em Biarritz de 24 a 26 de agosto.

Sobre o Brexit, Macron tem uma posição mais dura do que aquela de Angela Merkel com Boris Johnson, primeiro ministro britânico, que recebeu hoje no Eliseu. A tensão entre Teerão e Washington, a guerra comercial com a China e a urgência climática deverão dominar a cimeira de um G7 cada vez mais dividido.

Uma contra-cimeira, apesar de um forte dispostivo de segurança, quer federar as lutas sociais e ecológicas. Uma manifestação está prevista para amanhã. Enfim, segundo LE MONDE, Macron quer consultar os franceses sobre a reforma das pensões e admitiu a existência de mutilações durante manifestações.

A crise que vem aí, é o título, do jornal L'HUMANITÉ. Em vésperas da cimeira do G7, multiplicam-se sinais preocupantes sobre a boa saúde da economia mundial. É um grande balde de água fria lançada para cima da economia mundial.

Há cada vez mais riscos de recessão na Europa e nos Estados Unidos e para agravar as coisas aumenta o número de países emergentes atingidos por uma crise gravíssima.

Os BRIC's, o Brasil, Rússia, India, China e África do sul, até há pouco no coração da dinâmica mundial, estão fustigados pela pobreza e uma crescente desigualdade a todos os níveis. 

Na origem desta cegueira, a obstinação diversa dos dirigentes do G7 insistindo em defender que a salvação passaria a todo o custo pela financiarização da economia mundial, sublinha L'HUMANITÉ, numa outra passagem.D

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, regresso político das esquerdas, o perturbador. Reforçado pelos bons resultados nas europeias, o líder ecologista, Yannick Jadot, pretende sacudir o teatro político, não dando muita atenção a alianças tradicionais com partidos de esquerda reunidos actualmente nas chamadas universidades de verão.

Excitado pelo sucesso que teve nas eleições europeias, Jadot, que é namorado por outros partidos de esquerda, gostaria de transformar a ecologia colocando-a como pivô da vida política francesa.

Se a sua estratégia centrista parece dar os seus frutos, ele terá, no entanto, de tranquilizar os seus parceiros preocupados com as suas ambiguidades, acrescenta, LIBÉRATION. 

Mudando de assunto, LA CROIX, titula sobre os argelinos que continuam à espera. 6 meses após o começo do movimento de protesto, a população argelina não desiste da sua exigência duma mudança política profunda. O poder faz orelhas moucas às reinvidicações de transição política alapada ao poder a todo o custo. 

Mas para a cineasta, Sofia Djama, o regime chegou ao fim, enquanto o advogado Salah Dabouz, defende que o movimento vai ter um segundo sopro logo depois das férias grandes. O sistema procura escravizar socialmente o povo, relança Slim Othmani, Presidente do círculo de acção e reflexão empresarial.

Enfim, o bispo de Orã, Monsenhor Jean-Paul Vesco, tem uma posição mais moderada, afirmando que está profundamente optimista quanto ao futuro da Argélia, acrescenta, LA CROIX. 

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