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Mindelo cidade de Sôdade da caboverdiana Cesária

Por João Matos

Abrimos a Imprensa Semanal com a JEUNE AFRIQUE que faz a sua capa com Tunísia e a pergunta: E agora ?

A morte do chefe de Estado, Béji Caïd Essebsi destabiliza o calendário eleitoral e redistribui as cartas da cena política, abrindo a via a vários cenários. 9 de agosto limite da apresentação das candidaturas, 31 de agosto anúncio definitivo dos candidatos às presidenciais e primeira volta a 15 de setembro.

Tudo correu como se Essebsi, que não se cansava de dizer que era o garante da Constituição, familiarizou a Tunísia à observância dos procedimentos que não praticava. 

Béji Essebsi desapareceu também num momento em que o contexto político é marcado por uma extrema tensão. A sua morte deixou desarmada os líderes dos partidos no quadro das legislativas e os putativos candidatos às presidenciais vão deixando transparecer as suas intenções, nota a JEUNE AFRIQUE.

Por seu lado, LE POINT, destaca Novas Rotas da Seda de Xi Jinping, novo eixo do mundo. Elas permitiram a Xi criar uma teia para prevenir um isolamento em caso de conflito com os Estados Unidos. As ambições expansionistas de Xi Jinping consagram o domínio da Ásia em África.

Sobre a África, noutra passagem, LE POINT, refere-se a Djibouti que brinca com o fogo ao cooperar com a China que pode ser muito arriscado e acrescenta que a abertura da única base militar chinesa no estrangeiro em 2107, não é nada de especial.  

Por seu lado, COURRIER INTERNATIONAL, destaca Mauritânia, uma sociedade obcecada  pela cor da pele. País pobre, a Mauritânia distingue-se dos seus vizinhos do Sahel confrontos com a violência de grupos armados jiadistas, mas permanece corroída por divisões étnicas e a hierarquia segundo a cor da pele. Num contexto social tenso, a juventude refugia-se na fé e na música.

Por cá em França, L'OBS, faz a sua capa com segredos de família. Testes DNA, arquivos digitais e redes sociais, traduzem uma época de transparência que ameaça os segredos de família. Qualquer segredo deve ser tornado público?

No seu romance "Na minha casa debaixo da terra", a escritora Chloé Delaume quer demolir a sua avó Suzanne através duma prima lhe dá a conhecer que o pai esquizofrénico que matou a sua mãe não era o seu pai biológico.

"Estou absolutamente convencido de que não se pode dizer tudo", replica Philippe Grimbert, psicanalista e autor dum romance autobiográfico, no qual afirma que a revelação deve ser um mal pelo bem e não um mal pelo mal", nota L'OBS. 

A terminar uma nota musical, com a JEUNE AFRIQUE, nas pegadas de Cesária. O seu enviado especial a Cabo Verde, escreve que em Mindelo, capital de S. Vicente, Cesária Évora, está em todo o lado e em parte alguma. Não há um único café que não toque numa serenata Sôdade e Petit Pays da diva dos pés descalços.

Mas, curiosamente, não há um único circuito oficial em Mindelo à volta da cantora. E há que vasculhar, interrogar as pessoas para encontrar lugares que possam contar um pouco do trajecto incrível da diva, reconhecida há 50 anos, após anos de miséria e depressão. 

A JEUNE AFRIQUE refere-se porém ao coleccionador Eder de Oliveira Rocha que diz ter 3065 peças que pertenceram a Cesária, desde vestidos, artigos, livros, fotografias nalgumas das salas do imponente Palácio do Povo no centro de Mindelo.

A reportagem da JEUNE AFRIQUE, traz igualmente algumas notas sobre a Casa da Morna de Tito Paris ou sobre o festival da Baía das Gatas, evento que anualmente este fim-de-semana reúne milhares de amantes da música na praia a 10 km a leste de Mindelo. 

 

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